Movimento Energia Positiva vai continuar nas escolas

As crianças portuguesas estão entre as mais obesas da Europa, a par com as de países como Espanha, Itália e Grécia. Este é, na opinião de Isabel do Carmo, presidente do Conselho Científico da Plataforma Contra a Obesidade (PCO), «um diagnóstico preocupante», que representa um agravamento em relação à incidência do excesso de peso entre os adultos, onde Portugal está a meio da tabela no plano europeu.

«Estamos entre os piores países da Europa no que respeita ao excesso de peso entre as crianças», afirmou Isabel do Carmo, oradora do workshop «O regresso às aulas e a obesidade», promovido pela Galp Energia, parceiro da Direcção-Geral de Saúde na Plataforma Contra a Obesidade.

Segundo os dados recolhidos por esta responsável, 32 por cento das crianças portuguesas têm excesso de peso, o que «é significativo, quando se faz o retrato das nossas crianças». Porém, «o caminho escolhido para inverter esta situação vai no sentido certo. Há uma nova atitude, de sensibilização das crianças e das famílias», assegurou, referindo-se às iniciativas que a Plataforma e a Galp Energia têm desenvolvido.

Movimento Energia Positiva em balanço
Isabel Calado, directora de marketing da Galp Energia e porta-voz do Movimento Energia Positiva, fez também nesta ocasião o balanço das diversas actividades que o Movimento tem vindo a desenvolver, designadamente as idas às escolas e às praias. Na sua perspectiva, «o público recebeu de forma muito participativa as actividades do Movimento Energia Positiva, pelo que acreditamos que conseguimos chegar eficazmente a um grupo alargado de pessoas e alertá-las para o problema da obesidade», referiu.

Segundo Isabel Calado, o projecto passa actualmente por uma avaliação das iniciativas já realizadas, de modo a que, «novamente numa perspectiva de grande eficácia, permitam sensibilizar os portugueses para a necessidade de adoptarem estilos de vida mais saudáveis».

Todavia, a experiência actual possibilitou já a criação de «uma excelente base de trabalho», quer a nível de materiais desenvolvidos, quer relativamente aos programa de acções a desenvolver nas escolas e em outros espaços públicos, como por exemplo as praias, que «serão, certamente, potenciados no próximo ano», sublinhou esta responsável.

Fonte: Anil

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