O Instituto Salk de Estudos Biológicos, nos Estados Unidos, publicou um estudo segundo o qual a fisetina, que é uma substância existente em morangos e outras frutas e hortícolas, estimula os mecanismos cerebrais ligados à memória de longo prazo.
Os investigadores norte-americanos explicaram que a procura científica de um composto que possa ser administrado oralmente no sentido da fixação da memória é uma das principais actividades da neurologia e farmacologia dos nossos dias, devido ao envelhecimento das populações e das dificuldades de memória características da idade.
A fisetina é uma das substâncias que pode ajudar a fixar a memória, porque induz a diferenciação e amadurece as células do sistema nervoso. Este processo de maturação é importante na formação da memória, através de um processo designado potencialização de longo prazo ou PLP. É este processo que permite a armazenagem de memórias no cérebro através da conexão mais forte entre neurónios.
O Estadão Online ressalva que a fisetina não é propriedade exclusiva dos morangos e pode ser encontrada em tomares, cebolas, maçãs, pêssegos, uvas ou kiwis. Esta investigação específica é que foi levada a cabo com a fisetina do morango.
Além disso, o objectivo é aproveitar a substância para o fabrico de medicamentação, já que os seus benefícios através do consumo dos alimentos só seriam sentidos com, por exemplo, cinco quilos de morangos por dia.
Fonte: Confragi
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