O ministro da Agricultura de Moçambique, Soares Nhaca, considerou “controlável” a situação da fome, que afecta 450 mil pessoas no país, garantindo a reposição da capacidade produtiva das famílias atingidas.
O responsável pela pasta da Agricultura disse que as autoridades estão a preparar «quantidades de sementes» suficientes para permitir que as famílias afectadas tenham uma boa campanha agrícola.
Soares Nhaca admitiu que a situação em Moçambique é preocupante, mas não de emergência, sublinhando que o Governo está atento e que vai garantir que as «comunidades atingidas superem as dificuldades que enfrentam ao nível da segurança alimentar».
Recentemente, o Executivo de Maputo indicou que 450 mil pessoas enfrentam uma situação de “insegurança alimentar aguda” no país e vão precisar de apoio humanitário até Maio de 2009, devido à seca.
Uma avaliação do Secretariado Técnico para a Segurança Alimentar e Nutrição (SETSAN) do Ministério da Agricultura de Moçambique, divulgada em Maputo, refere que «o estado de insegurança alimentar é particularmente crítico nas províncias de Maputo, Gaza, sul, e Tete, noroeste do país».
O relatório do SETSAN diz que «alguns pontos das províncias de Inhambane, no sul, bem como Sofala e Manica, no centro de Moçambique, também enfrentam uma situação de fome aguda, enquanto as restantes quatro províncias moçambicanas apresentam bolsas limitadas de escassez de alimentos».
A mesma avaliação salienta que «nas zonas de insegurança alimentar houve uma deterioração da dieta, que se manifesta pelo consumo inferior de cereais e recurso frequente a alimentos menos preferidos e com menor valor nutritivo».
Por outro lado, o acesso aos alimentos está a ser condicionado pelo preço alto dos cereais, uma vez que o custo nos mercados subiu consideravelmente, diz ainda o SETSAN.
Fonte: DNMadeira e Confagri
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