Moçambique: Mais de 300 mil pessoas em situação de extrema insegurança alimentar aguda

Um total de 302.662 pessoas encontram-se “em situação de extrema insegurança alimentar aguda” em Moçambique e necessitam de “assistência humanitária imediata”, disse hoje a vice-ministra da Agricultura, Catarina Pajume.

Pajume fez o diagnóstico da situação de fome no país no encerramento do II Simpósio de Segurança Alimentar e Nutricional, que decorria em Maputo desde quarta-feira.

A situação de “extrema insegurança alimentar aguda” em Moçambique afecta particularmente as províncias de Sofala e Tete, no centro do país, e Nampula, no norte, apontou a governante.

“As províncias de Sofala, Tete e Nampula têm níveis bastante elevados de insegurança alimentar e nutricional aguda, o que reflecte o efeito das calamidades naturais e a limitada capacidade de resposta das famílias mais vulneráveis em mitigar os efeitos nefastos da insegurança alimentar”, sublinhou a vice-ministra moçambicana da Agricultura.

Citando uma avaliação do Secretário Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional de Moçambique (SETSAN), realizada em Maio passado, Catarina Pajume indicou que “o consumo alimentar das famílias no meio rural continua baixo, sendo as províncias de Sofala e Zambézia (centro) com os mais baixos níveis de reserva alimentar ao nível familiar, como resultado de dois anos de cheias consecutivas no vale do Zambeze”.

Além das calamidades naturais, como cheias e secas, o fenómeno da insegurança alimentar em Moçambique é também explicado por “dificuldades de escoamento de alimentos das zonas excedentárias para as deficitárias”, segundo Catarina Pajume.

Dados divulgados ao longo dos três dias do II Simpósio de Segurança Alimentar e Nutricional revelam que o país precisa de cerca de 145 milhões de euros para acabar com a insegurança alimentar até 2015 e assim atingir um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, definidos pelas Nações Unidas em 2000.

Fonte: Agroportal

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