O governo moçambicano decretou segunda-feira a interdição da pesca do camarão por quatro meses, para permitir a reprodução do crustáceo que constitui uma das principais fontes nacionais de divisas do país.
A proibição, segundo um despacho do Ministério das Pescas moçambicano, abrange todo o país e afecta embarcações de pesca industrial e semi-industrial e barcos de pesca artesanal.
A medida, que já entrou em vigor, visa essencialmente o chamado banco de Sofala, centro de país, o mais importante em termos de abundância de camarão, sendo alargada a outras áreas marítimas onde se pode encontrar a espécie.
Além do camarão, a decisão ministerial interdita ainda a pesca por arrasto de peixe, gamba e outros crustáceos de profundidade e a pesca por arrasto para a terra praticada manualmente por pescadores artesanais, nos distritos de Angoche e Moma, na província de Nampula, norte do país.
A proibição estende-se também aos estabelecimentos de processamento de camarão, que ficaram interditos de adquirir, transportar, manipular ou processar novos lotes durante o período de suspensão.
A directora-substituta da Direcção Nacional da Administração Pesqueira, Cláudia Tomás, justificou a medida, com “a necessidade de se evitar a destruição das larvas”, recomendada por estudos efectuados pelo Instituto Nacional de Investigação Pesqueira.
Actualmente, 150 embarcações estão autorizadas a pescar camarão nas águas moçambicanas, de onde saem anualmente cerca de sete toneladas de pescado.
Fonte: Agroportal
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