O ministro da Agricultura, Jaime Silva, considerou hoje “inaceitável” a proposta de Bruxelas para a reforma da Organização Comum do Mercado (OMC) de frutas e legumes, esperando chegar a um compromisso em relação à produção de tomate.
A proposta inicial da Comissão Europeia prevê o desligamento total entre as ajudas e a produção no sector horto-fruticultura, sendo que Portugal rejeita liminarmente esta possibilidade.
“A proposta da Comissão de dar ajudas sem ter obrigação de produzir não nos garante a matéria-prima para a indústria”, referiu Jaime Silva, que participa, no Luxemburgo, num conselho de ministros com os seus homólogos dos 27.
A primeira proposta de compromisso apresentada pela presidência alemã – e que vai ser negociada ao longo da tarde em reuniões bilaterais com os países interessados – Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia – prevê um período de transição de dois anos, 2008 e 2009.
Esta proposta vem ao encontro de algumas das pretensões de Lisboa, de “alguns anos de transição”, mas não prevê que seja mantida qualquer ligação entre produção e subsídio depois.
“Queremos que o agricultor, para receber parte da ajuda, tenha que produzir”, disse Jaime Silva.
A indústria de transformação de tomate, uma das mais eficientes a nível mundial e mais competitivas de Portugal, representa uma facturação de 145 milhões de euros, com as exportações a atingirem 93 por cento do total, e é responsável por 5.500 postos de trabalho.
Fonte: Agroportal
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