O ministro canadiano das pescas, que se desloca esta segunda-feira a Lisboa, quer sensibilizar o Governo português para a necessidade de suster o excesso de pesca em alto mar e cumprir as quotas existentes.
O ministro Loyola Hearn inicia uma visita oficial de três dias a Portugal, que inclui uma reunião hoje com o homólogo português Jaime Silva.
Fonte do Ministério federal das Pescas do Canadá indicou à agência Lusa, em Otava, que a reunião se insere no diálogo estabelecido entre os dois países como parceiros da Organização de Pesca do Atlântico Noroeste (conhecido pela sigla inglesa NAFO).
A mesma fonte clarificou não estar em causa qualquer abordagem sobre pesca portuguesa no Canadá, dado que “neste momento não existem pesqueiros portugueses em actividade nas águas canadianas”.
“Os portugueses estão a pescar [junto ao Canadá] em águas internacionais. E não temos indicações de violações”, informou, reconhecendo, porém, “terem existido no passado incidentes entre barcos portugueses [e as autoridades canadianas]”.
O ministro Loyola Hearn procurará sensibilizar Lisboa para a necessidade de se “desencorajar a pesca em excesso no alto mar”, adiantou.
Apesar dos esforços na redução das capturas e no rigoroso cumprimento das quotas definidas, o Canadá tem alertado para o perigo de extinção que persiste em espécies como o Alabote da Gronelância ou o Atum do Atlântico.
Por outro lado, refere que a execução de medidas de controlo e vigilância tem conduzido a alguma recuperação no espadarte e na solha dos mares do Norte.
A visita de Hearn a Portugal integra-se num périplo aos dois países ibéricos que iniciou na semana passada.
Em Madrid, Hearn manifestou-se satisfeito com a aplicação de medidas por países como a Espanha na actividade pesqueira no alto mar.
Durante a visita, os dois governos assinaram um acordo que prevê a criação de parcerias nas áreas económica, cientítica e técnica no domínio das pescas, em particular para o noroeste do oceano Atlântico.
A Organização de Pesca do Atlântico Noroeste é constituída por 15 parceiros, entre dos quais o Canadá, União Europeia (UE), EUA, Japão, Rússia, Noruega.
Espanha e Portugal dominam a força pesqueira da UE na zona delimitada pela NAFO, ali detendo mais de 70 por cento do total das embarcações comunitárias.
De acordo com dados da própria organização, a NAFO gere a pesca de 11 espécies de peixe, tendo, a título de exemplo, proibido totalmente a captura de bacalhau em 2007 e em alguns casos em 2008.
Fonte: Agroportal
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