”Milhares de falências no pequeno comércio”

A Confederação do Comércio Português (CCP) estima que a liberalização dos horários das grandes superfícies, que passam a poder abrir nas tardes de domingo, vão causar «mais uma vaga de encerramentos de milhares» de estabelecimentos de comércio independente, aumentando o desemprego.

Em comunicado, a confederação cita números do Instituto Nacional de Estatística (INE), de Junho passado, que indicam um nível de emprego no sector de 741 mil postos de trabalho, exactamente igual ao do mesmo período de 2007.

No entanto, sublinha, o número de desempregados atingia 96 mil pessoas no segundo trimestre de 2010, um aumento de 26 mil em relação ao segundo trimestre do ano passado, e um «número histórico no sector».

A CCP estima que o sector tenha perdido 36 mil postos de trabalho entre 2008 e 2009, uma queda que atribui ao facto de, entre 1999 e 2009, terem sido inaugurados quatro milhões de metros quadrados de áreas comerciais, que fizeram o emprego no sector variar apenas de 751 mil para 753 mil pessoas.

«Estes números, preocupantes, revelam um declínio da capacidade empregadora de um sector que sofre os efeitos da crise, da contracção do consumo e do excesso de oferta comercial», afirma a CCP, acrescentando que existe uma «falácia da criação de emprego» na distribuição moderna.

«Essa desregulação põe em causa não só o equilíbrio de formatos do comércio, como as próprias orientações da política económica em termos da regulação do consumo», conclui.

Fonte: Anil

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