O Brasil manteve, ontem, a taxa alfandegária a aplicar à importação de trigo de países externos ao MERCOSUL. Por não se incluir na lista de excepções às tarifas comuns daquele bloco de países, a taxa continuará a cifrar-se nos 12 por cento.
O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior, Mário Mugnaini, explicou que «estudos do Ministério da Agricultura indicam que não iminência de falta de abastecimento». A inclusão do trigo na lista de excepções permitiria que as empresas tivessem acesso facilitado aos produtos de países de fora do MERCOSUL, como os Estados Unidos ou o Canadá.
No entanto, e apesar de não considerar que o país venha a precisar de importar trigo de outros países, Mugnaini avançou que o Brasil poderá recorrer a uma resolução, no âmbito do MERCOSUL, para a redução da tarifa do trigo fora da revisão da lista de excepções, noticia a Reuters.
O Brasil depende largamente do trigo exportado pela Argentina, país pertencente ao MERCOSUL, mas as estimativas para a campanha 2006/2007 indicam que o trigo argentino não conseguirá preencher a procura brasileira, que deverá ascender a 6,5 milhões de toneladas.
Alguns analistas concluíram já que o Brasil ver-se-á obrigado a importar, pelo menos, 900 mil toneladas de trigo de outros países e isso deverá ocorrer a preços superiores aos encontrados na Argentina. Sem a inclusão do trigo na lista de excepções, esse valor deverá ser ainda mais elevado.
Fonte: Reuters e Confragi
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