A cedência de um terreno situado no Parque Urbano do Vale Fundão, em Chelas, à cooperativa de agricultura biológica Biocoop – aprovada o ano passado, por unanimidade, pelo Executivo camarário – vai ser discutida pela Assembleia Municipal de Lisboa (AML). A iniciativa partiu dos “Verdes” (PEV) “Só queremos que a Câmara cumpra os compromissos que assumiu”, disse, ao JN, o deputado municipal José Luís Ferreira.
Fundada há 13 anos, a Biocoop saiu, em 2001, do mercado municipal do Chão do Loureiro, perto da Praça da Figueira. Nessa altura, a Câmara Municipal – ainda na presidência de João Soares -, garantiu que iria arranjar um espaço alternativo. A cooperativa ficou a funcionar provisoriamente num armazém situado em Figo Maduro, já no concelho de Loures.
Entretanto, conta José Luís Ferreira, “no ano passado, foi aprovada uma proposta de cedência de um terreno à Biocoop, para onde existe um projecto de criação do mercado e de hortas pedagógicas, entre outras valências”. Porém, adiantou o deputado, “parece que a Câmara também já cedeu o mesmo terreno a outra instituição, designadamente aos bombeiros”.
Saliente-se que a proposta de 2005, aprovada com o sinal verde de todas as bancadas, previa a cedência do terreno por 50 anos à Biocoop, que tem associadas 2400 famílias.
Agora que a discussão vai novamente ser aberta, Ângelo Rocha, da Direcção da cooperativa, lembra “que já passou um ano sobre a deliberação camarária e que nada ainda avançou”. Portanto, adianta, “a visita dos eleitos, principalmente daqueles cujo programa tem preocupações ambientais e de defesa do consumidor, foi muito importante”.
Por outro lado, salientou, “também é fundamental dar a conhecer à população a existência de um mercado com produtos tão diversificados como os que comercializamos aqui”.
Caso a cedência do terreno de Chelas avance – como esperam os responsáveis da Biocoop – já existe um estudo preliminar que aponta para a “construção de um edifício com características ecológicas e energias renováveis, que integrará salas para a realização de cursos – por exemplo, de culinária -, um centro de documentação e hortas pedagógicas”.
Fonte: Jornal de Notícias
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