“As marcas estão a desaparecer dos supermercados mais pequenos.” Este foi um dos alertas deixado por Duarte Raposo Magalhães, presidente Junho da CentroMarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, num encontro com jornalistas.
O responsável apontou para a forma como a grande distribuição está a posicionar-se com as marcas próprias, ao mesmo tempo que impõe margens mais apertadas às restantes marcas. “Não pomos em causa a opção mas sim a metodologia”, referiu o responsável, apontando para os look-alikes, os produtos com imagem e embalagem semelhante ao da marca líder. “Este processo foi mais grave há uns anos, mas estamos longe de uma situação de equilíbrio”.
Para o presidente da CentroMarca, estas “cópias parasitárias” destroem valor, põem em causa os investimentos em investigação das empresas e enganam os consumidores. Um estudo realizado no ano passado em Portugal indica que 11,3 por cento dos inquiridos já compraram um produto pensando que era outro. Este valor poderá até ser superior já que “nenhum consumidor gosta de se sentir enganado ou de reconhecer que se enganou”. Apesar de preferir não apontar exemplos de apropriação da imagem da marca líder, Raposo Magalhães, não deixa de sublinhar que “há muitos casos escandalosos no mercado”.
Para a associação, o caminho deverá passar pela aplicação das leis de propriedade intelectual e pela intervenção da Autoridade da Concorrência. Mais complicado é esperar denúncias por parte das marcas. É que a grande distribuição, além de concorrente, é cliente das marcas. “Uma só rede de distribuição pode representar até quarenta por cento das vendas de uma marca”, conclui Raposo Magalhães.
A CentroMarca junta 56 associados, responsáveis por 800 marcas de grande consumo e um terço do investimento publicitário nacional.
Fonte: Anil
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