Marcas brancas não querem ser “vistas” como cópias

As marcas próprias (vulgarmente conhecidas por marcas brancas) além de terem vindo a conquistar cada vez mais adeptos junto dos consumidores portugueses “já não se limitam a imitar” as marcas dos produtores. Esta é a opinião de José António Roussau, especialista do sector e júri dos prémios Nutricion Awards.

“As diferenças são cada vez mais significativas e não se limitam ao preço. Há uma grande aposta na imagem e na cor. A grande maioria dos produtos apresentam diferenças assinaláveis e há empresas portuguesas que já têm marcas próprias originais”, refere o responsável.

Rousseau apontou alguns exemplos de inovações desenvolvidas pelas distribuidoras, como é o caso das refeições prontas e de certo tipo de iogurtes. Isso significa que, no seu entender, as críticas sobre a qualidade destes produtos nem sequer se colocam. “As marcas próprias estão a procurar diferenciarem-se não só pelo preço, como também pela qualidade e pela inovação. Há uma maior fidelização, apesar das marcas dos produtores continuarem a ser muito fortes em termos de notoriedade”, acrescenta Rousseau.

Em relação a crescimento- em Agosto as marcas próprias já valiam mais de um terço das vendas – o júri do Nutricion Awards

acredita que “não irão crescer muito mais” e que nunca irão atingir os números verificados no Reino Unido, em que estas representam mais de 50% das vendas. A crise, aliada ao preço e a qualidade ditaram o aumento da procura.

Recorde-se que, a Centromarca (Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca) lançou esta semana uma campanha que tem como objectivo sensibilizar os consumidores para a importância das marcas originais. “ “Porque são as marcas originais as especialistas nos produtos que desenvolvem. Porque são as marcas originais que investem, investigam e inovam a pensar no consumidor”, referiu a entidade, na apresentação desta iniciativa.

Escolha mais cuidadosa
A entrega dos prémios de nutrição – iniciativa da Associação Portuguesa dos Nutricionistas e do Grupo GCI – vem, no entender do responsável, facilitar a vida dos consumidores, uma vez que, torna mais fácil a tarefa de selecção dos produtos mais saudáveis. “Com a divulgação dos melhores produtos e empresas, os consumidores podem fazer uma escolha mais cuidadosa”, principalmente numa altura em que a qualidade alimentar e a adopção de estilos de vida mais saudáveis estão na ordem do dia.

Fonte: Anil

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