A estirpe mais perigosa do vírus da gripe das aves foi ontem identificada em mais cinco crianças turcas. Sobe assim para 15 o número de pessoas contaminadas no país, que a semana passada viu uma brincadeira com penas de animais infectados provocar a morte de três irmãos de 11, 14 e 15 anos.
Em defesa da actuação das autoridades turcas – que têm sido alvo de algumas críticas internas -, a Comissão Europeia disse que a Ancara tomou as medidas necessárias “Ao nosso aviso, os responsáveis tomaram as medidas necessárias”, afirmou Michael Mann, porta-voz do Executivo europeu.
Mann anunciou também que Bruxelas proibiu a importação de plumas não tratadas provenientes do Azerbaijão, Arménia, Geórgia, Síria, Irão e Iraque, países vizinhos da Turquia. Na quinta-feira, peritos em epidemiologia humana da UE reúnem- -se no Luxemburgo para analisar a evolução da doença.
Quatro dos novos casos de infecção surgiram no Norte da Turquia e o quinto no Leste, em Van, onde já tinham sido assinalados outros, disse o chefe dos serviços do Ministério da Saúde turco, Turan Buzgan. Entre esses quatro estão Fatman e Mohamed, dois dos adolescentes que morreram na semana passada em Van – e que foram os primeiros óbitos relacionados com o vírus fora da Ásia. A OMS não confirmou se a morte da irmã Hulya foi provocada pela estirpe H5N1.
Ao princípio do dia de ontem, as autoridades anunciaram que mais 18 pessoas foram hospitalizadas no Sudeste da Turquia com suspeitas de estarem contaminadas. Na China, foi anunciado o oitavo caso desta doença em humanos – um menino de seis anos. As autoridades ucranianas descobriram um novo foco de gripe aviária na península da Crimeia.
Portugal preparado
O ministro da Saúde, Correia de Campos, garantiu ontem que Portugal é um dos países da Europa mais bem preparados em termos de prevenção e combate à gripe aviária. Para o ministro, o dispositivo português “está bem montado”, com informações e alertas de emergência, que “varrem” a informação em todo o mundo. Já a Direcção-Geral da Saúde sublinhou que acompanha a situação internacional através das redes de vigilância nas quais Portugal está integrado. Em comunicado, diz ainda que o mundo continua na fase 3 de alerta, sem evidência de transmissão pessoa a pessoa do vírus.
Fonte: DN
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