Os deputados do PSD por Bragança reclamaram ontem do Governo apoios aos produtores de maçã de Carrazeda de Ansiães afectados por uma trovoada de granizo que terá destruído mais de dois terços da produção.
A maçã é a segunda cultura agrícola mais importante deste concelho do distrito de Bragança, a seguir ao vinho, com uma produção média anual de dez mil toneladas, equivalente a quatro milhões de euros.
O chamado Planalto de Ansiães foi fustigado, segunda-feira, por uma trovoada acompanhada de granizo, que causou “prejuízos muito significativos na produção de maçã” segundo sustentaram os dois eleitos do PSD por Bragança, Olímpia Candeias e Adão Silva.
De acordo com os parlamentares, “os prejuízos rondam os 70 por cento da média da produção do concelho, havendo alguns produtores cujo prejuízo chega aos 90 por cento da produção”.
Num requerimento ao Governo, apresentado ontem na Assembleia da República, os eleitos pedem que os serviços regionais do Ministério da Agricultura procedam “com a máxima urgência, a um apuramento rigoroso e exaustivo dos prejuízos”.
“Mas importa sobretudo que o Estado assuma perante estes agricultores uma atitude solidária, socialmente imprescindível, traduzida em apoios excepcionais que permitam minorar os graves e extraordinários prejuízos financeiros que esta intempérie causou”, referem no requerimento.
Os parlamentares consideram ainda que “a situação vivida nesta região, anómala e de facto extraordinária, exige, do Governo, uma actuação, também ela, de carácter excepcional”.
Nesse sentido, querem saber se o Ministério da Agricultura pretende atribuir ajudas excepcionais aos fruticultores do concelho de Carrazeda de Ansiães, como aconteceu em anos transactos nos concelhos de Murça e Freixo de Espada à Cinta.
Segundo dizem, “embora alguns produtores tenham seguros de colheita, há uma percentagem significativa de pequenos produtores sem capacidade financeira para constituir este tipo de apoio, dado os elevados custos daí resultantes”.
“Acresce que a Frucar, empresa resultante do agrupamento de produtores de maçã do Planalto de Ansiães, e que reúne 50 por cento da produção do concelho, estima em 90% a redução da maçã a dar entrada naquela associação de produtores, receando ter que despedir funcionários ou encerrar por um ano, dado não dispor de matéria prima para comercializar”, referem os deputados.
Fonte: Agroportal
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