«Ligar a Universidade às empresas»

A «Processamento Alimentar» é das cátedras criadas em parceria com entidades exteriores à ESB a que tem «mais consistência, mais tempo lectivo e mais variedade de iniciativas», pois «não se trata apenas do financiamento da leccionação numa dada área», mas, também, da atribuição de bolsas e prémios, disse Joaquim Azevedo, presidente do Centro Regional do Porto da UCP.

Nestas declarações, efectuadas, à margem do evento de renovação da cátedra de Processamento Alimentar ‘Arménio Miranda’, explicou que a cátedra «é muito importante» para a instituição e é, aliás, «uma das formas mais ricas de ligar a Universidade às empresas», Joaquim Azevedo revelou que «estão a ser negociadas outras cátedras com várias empresas», não adiantando, para já, quais.

Realçou, ainda assim, que esta é, das cátedras criadas em parceria com entidades exteriores à ESB a que tem «mais consistência, mais tempo lectivo e mais variedade de iniciativas», pois «não se trata apenas do financiamento da leccionação numa dada área», mas, também, da atribuição de bolsas e prémios.

Aliás, outra das formas de a UCP estabelecer essa ligação às empresas é através do Pólo de Competitividade «Portugal Foods», ao qual preside precisamente a Frulact e do qual a ESB, a par com a Derovo, assume uma das vice-presidências.
«Estivemos na génese desse Pólo e para nós é muito importante, porque a Biotecnologia é uma área em que apostamos há 25 anos e o mundo empresarial reconhece isso e a nossa articulação com as empresas também se faz através da ligação a esse Pólo», afirmou Joaquim Azevedo.

É preciso «apostar na indústria agro-alimentar»
A parceria entre a UCP e a Frulact vem, aliás, de longa data, sabendo-se esta última como sendo uma empresa familiar com uma estratégia «muito baseada na qualidade dos recursos e na responsabilidade, até porque nasceu num mercado em que há poucas empresas a actuar», como realça Nuno Osório, vice-presidente e colaborador da Frulact desde a sua fundação.

«Em Portugal a Frulact é única, em Espanha são duas, se formos para França são quatro ou cinco e na Alemanha seremos nove ou dez, o que faz com que a filtragem se faça pela competência, pela qualidade, inovação, segurança alimentar e pela antecipação de marketing», refere o mesmo responsável.

Daí também resulta outra legitimidade para exigir aos executivos que governam o país «outra estratégia» para o agro-alimentar, «que seja pensada a 30 anos e a não a quatro, que é o tempo do mandato político», de um governo, reforça Nuno Osório. Estratégia para um país que «nunca» a teve, constata ainda o ‘chairman’ da Frulact, Arménio Miranda, pois «pagaram para plantar vinha e pagaram para destruir vinha; pagaram para fazer estábulos e pagaram para destruir estábulos e estabelecem quotas e na pesca foi a mesma coisa».

É, pois, preciso, «apostar na indústria agro-alimentar». É que «um país que tem produtos e que tem uma agro-indústria desenvolvida não é um país subdesenvolvido».

PME da agro-indústria serão o garante de toda a actividade rural
Orgulhando-se de ter fundado, em 1987, aquela que é hoje a líder ibérica nos preparados de fruta para a indústria alimentar (lacticínios, gelados, bebidas ou pastelaria industrial), com seis unidades industriais entre Portugal, França e dois países do Magreb, Arménio Miranda fala de«uma empresa familiar com um espírito universal» que dá emprego a 320 trabalhadores.

A empresa é, aliás, «constituída por todas as pessoas que trabalham e se realizam na Frulact», diz Arménio Miranda, que 23 anos depois mantém um olhar crítico sobre o sector alimentar. E não tem dúvidas em afirmar que «as indústrias e, sobretudo, as do sector agro-alimentar, serão sempre o suporte de todas as políticas, pois não há política nem políticos duradouros sem o desenvolvimento e bem-estar das populações, muito particularmente das populações rurais».

Diz, aliás, o chairman da Frulact que observa «com muita satisfação que, nos locais onde instalamos as nossas unidades de produção, se promove de imediato a produção agrícola de frutos com o nosso apoio tecnológico, contribuindo dessa forma para o desenvolvimento rural da respectiva região, empregando e criando postos de trabalho para mão-de-obra directa e indirecta, formação profissional e progresso dos agricultores».

Uma empresa, cuja estratégia é, aliás, «muito baseada na qualidade dos recursos e na responsabilidade, até porque nasceu num mercado em que há poucas empresas a actuar», complementa Nuno Osório, vice-presidente da Frulact, em declarações á VE. «Em Portugal é única, em Espanha são duas, se formos para França são quatro ou cinco e na Alemanha seremos nove ou dez, o que faz com que a filtragem se faça pela competência, pela qualidade, inovação, segurança alimentar e pela antecipação de marketing», refere o mesmo responsável.

«Queremos gerir vocações, personalidades, intelectos”
«Queremos gerir vocações, personalidades, intelectos, acrescentando valor ao nosso crescimento e dando sustentabilidade à nossa realização, que é ser uma empresa do mundo e estar sempre à frente do seu tempo em conhecimento». A afirmação é de Arménio Miranda, fundador e ‘chairman’ da Frulact, à margem da cerimónia de renovação da cátedra Processamento Alimentar, instituída em 2007 com o seu nome pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto.

Instituída em 2007, a Cátedra de Processamento Alimentar Comendador Arménio Miranda, que se desenvolve na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto (ESB-UCP), insere-se no projecto de mecenato social e cultural da Frulact em parceria com a Escola. E é entendida por ambas as entidades como assumindo «um papel fundamental», quer pela «pertinência» das matérias leccionadas, quer pela oportunidade que oferece de «exposição dos alunos ao ambiente industrial», através da organização de visitas de estudo e seminários em contexto empresarial.

A par da cátedra com o nome do fundador, o grupo Frulact faz questão de ainda atribuir três bolsas de estudo anuais a estudantes da ESB, no âmbito dos cursos superiores ministrados na Escola nos domínios da ciência e tecnologia alimentar. Destinam-se aos alunos de mestrado académicos (2º ciclo) e ascendem a 2500 euros cada, premiando trabalhos de pesquisa e investigação. Além de que são ainda atribuídos dois prémios anuais, um de excelência, outro de mérito, no valor de 3000 euros e 1500 euros, respectivamente, sendo que aos premiados pode ainda ser apresentada uma proposta de ingresso nos quadros da empresa.

Fonte: Anil

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