Os produtores de leite consideram que a possibilidade de um aumento das quotas leiteiras e do fim das multas, defendida pelo ministro da Agricultura, “é uma falsa questão”, pedindo a estimulação da produção, nomeadamente agilizando o processo de licenciamento.
Fernando Cardoso, secretário-geral da Federação Nacional das Cooperativas de Leite e Lacticínios (Fenalac), disse hoje à agência Lusa que não vê como é que o aumento de quota pode aumentar a produção, quando os produtores portugueses não têm conseguido cumprir a quota nacional.
“Em 2006, a produção nacional ficou 5 por cento abaixo da quota, o que representa 70 milhões de litros de leite, o valor mais baixo desde 1998”, disse, frisando que não é pelo aumento de quota que se consegue aumentar a produção.
Para Fernando Cardoso, a negociação do aumento de quota pode até ser “perigosa” e servir os interesses dos países do Norte, que pretendem o fim da quota.
No seu entender, a produção poderia ser estimulada se tivesse acesso a apoios comunitários e se fossem agilizadas as regras de licenciamento, cujo diploma legal, de 2005, está em revisão “porque nunca foi aplicado na totalidade”.
O responsável da Fenalac lamentou que o leite não tenha sido considerado uma das fileiras prioritárias do próximo Plano de Desenvolvimento Regional (PDR), dificultando o acesso dos produtores a fundos comunitários, frisando ainda que a modulação voluntária de 10 por cento é outro factor com forte impacto na competitividade nacional.
Segundo disse, a Espanha não só optou por não aplicar a modulação voluntária como considera a fileira prioritária.
Fonte: Agroportal
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