A Asociación Galega de Cooperativas Agrarias (Agaca) e as três principais organizações agrárias galegas, nomeadamente a, Xóvenes Agricultores; Unións Agrarias e Sindicato Labrego Galego, denunciaram o desvio de leite em pó produzido na região em vez de ser dirigido para a intervenção pública.
As organizações afirmam ainda que o produto está também a ser utilizado como matéria-prima para o fabrico de marcas brancas para as cadeias de distribuição.
O presidente da Agaca, José Luis López, constatou que há indústrias onde os «camiões fazem fila para descarregar o leite em pó» e onde «as máquinas de enchimento não param», porque haverá sempre uma grande superfície disponível para comprar produtos ainda mais baratos.
O representante das Unións Agrárias, José Rodríguez, considerou que o sector lácteo atravessa «a pior situação da sua história», lembrando que as importações para a Galiza de leite procedente de Portugal aumentaram em 2008, cerca de 1.300 por cento, em comparação a 2007, sublinhando que essa percentagem atingiu os 150 por cento no caso do leite proveniente de França.
Por seu lado, a Unión Sindical Agraria Galega (USAG) pela voz do seu presidente, Leandro Quintas, persiste em proteger «o direito à qualidade por parte do consumidor», pelo que exigiu que a Administração aumente os controlos, impedindo assim que se transforme leite em pó em leite líquido, comercializado sob a forma de marcas brancas.
Fonte: Confagri
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