As flutuações de preço no sector lácteo não são apenas um problema da União Europeia, mas sim a nível mundial, que afecta também países tradicionalmente grandes exportadores, como a Austrália e a Nova Zelândia.
Especialistas na matéria, reunidos no Congresso Mundial de Produtores de Leite, celebrado na China em 2009, observaram que a tendência geral no sector lácteo global apresentava uma descida do número de explorações, entre quatro a cinco por cento por ano na Europa, Estados Unidos e Austrália, sendo um pouco menos na Nova Zelândia, frente a um aumento da produção, o que provoca o crescimento progressivo do tamanho das explorações, prevendo-se ainda uma subida da procura de produtos lácteos acima da produção, o que se traduzirá no aumento de preços, mas com flutuações nas cotações.
De acordo com as conclusões do congresso, perante a actual perspectiva de mercado, a melhor opção para melhorar o sistema de produção seria a exploração á base de pastos, com baixos custos, o que não significa que os outros sistemas de produção tenha que desaparecer, sendo que seria necessário procurar soluções para que as movimentações de preços dos cereais influenciem o menos possível os resultados.
Como opções, os produtores podem estabelecer contratos com agricultores que lhes abasteçam os cereais, ou então que o próprio produtor de leite seja também de cereais e produza a sua própria colheita. Contudo, apresentam outros planos, como contratos a médio e longo prazo para o abastecimento de rações ou para a venda de leite.
A chave para não estar 100 por cento a despesas de flutuação do mercado é conhecer antecipadamente o valor das variáveis de maior peso, como o custos da alimentação, que em algumas explorações pode ultrapassar os 50 por cento, ou o preço do leite.
Fonte: Agrodigital e Confagri
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