Leite: CE recusa rever aumento programado das quotas de produção

A Comissão Europeia recusou o pedido de Portugal e mais seis países da União Europeia (UE) de “congelamento” do aumento programado das quotas de produção de leite para permitir ao sector em dificuldades ultrapassar a actual crise.

A posição foi assumida durante uma reunião dos ministros da agricultura dos 27, durante a qual pelo menos Portugal, França, Alemanha, Áustria, Hungria, Eslovénia e Eslováquia tentaram pôr em causa a política decidida em Novembro passado de aumento progressivo de um por cento ao ano das quotas de produção de leite até à liberalização total do mercado a um de Abril de 2015.

Na sua intervenção, a comissária europeia para Agricultura, Mariann Fischer Boel, afirmou que tem «o maior prazer em discutir a gestão das medidas de apoio ao sector» no entanto, sublinhou não estar «disposta a discutir uma reorientação completa da política europeia do leite como foi sugerido» por alguns países, recusando «recuar» face ao que «foi decidido».

De acordo com o ministro português, Jaime Silva, a actual situação de preços «baixíssimos» na UE, de 30,31 cêntimos por litro em Portugal, em baixa de cerca de 30 por cento em comparação ao verificado aquando a escalada dos preços, no início de 2008, impõe a aplicação de medidas por parte de Bruxelas, seja através do aumento dos preços garantidos à produção e dos subsídios à exportação, ou mesmo do “congelamento” do aumento gradual das quotas.

Fischer Boel contrapôs dizendo que todas as medidas pertinentes de gestão do mercado previstas na Política Agrícola Comum (PAC) já foram accionadas, para além de frisar que as actuais dificuldades dos produtores de leite não resultam do aumento das quotas de produção, mas da crise económica e financeira que está a afectar todos os sectores de actividade: a produção de leite na UE está aliás «quatro a cinco por cento» abaixo do limite autorizado, e deverá confirmar esta tendência na próxima campanha agrícola, o que significa que não é o aumento das quotas que provoca as dificuldades.

O ministro da Agricultura português reconheceu que o efeito deste aumento é sobretudo «psicológico», cita o Público.

Fonte: Público e Confagri

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