Alertar o Governo para a necessidade de enquadrar a suinicultura nos programas do IV Quadro Comunitário de Apoio é uma das conclusões do V Congresso do sector, que hoje terminou em Leiria.
Os suinicultores consideram importante “uma nova estratégia de desenvolvimento para o sector, pensada em torno de um eixo claramente assumido em torno da competitividade agro-alimentar da fileira de carne de porco nacional”, referem as conclusões, a que a Lusa teve acesso.
Para isso, aponta-se a necessidade de “incentivos ao investimento na melhoria da produção, na inovação e adaptação tecnológica, na organização e gestão, na inserção de mercados, na certificação de processos e na formação de recursos”.
Neste evento, os congressistas – cerca de 300 presentes no evento, ao longo de dois dias – aprovaram também a necessidade de “apoios à concretização de um plano de ordenamento nacional da suinicultura, prevendo a deslocalização de explorações e a cessação de actividade”.
Face aos desafios da globalização, “o futuro vai exigir cada vez mais aos suinicultores uma atitude profissional, que vise a produção não só de bens principais mas também de subprodutos, dentro da legalidade vigente”, disse à Lusa Joaquim Dias, vice-presidente da Federação do sector e relator das conclusões.
Para este dirigente, “o suinicultor de futuro deve ser um profissional permanentemente formado e informado, eficiente e eficaz”.
Das conclusões, Joaquim Dias destaca também a necessidade de “o Governo pressionar a Comissão Europeia para exigir a todos os Estados envolvidos nas negociações da OMC (Organização Comum de Mercado) a aplicação de Kyoto ligada à política alfandegária”.
É também fundamental “cumprimento de rigoroso de acções à protecção do meio ambiente, das novas regras de bem-estar animal e da segurança alimentar, sob pena de perda total da nossa competitividade”, sustentou Joaquim Dias.
A saúde e consumo também foi avaliado pelos congressistas, nomeadamente através de uma das comunicações, que concluiu que “as carnes de porco têm um valor dietético inestimável”.
Por sua vez, “as carnes de leitão e de porco jovem, têm um digestibilidade superior às carnes dos ruminantes com teor proteico equivalente e, no que concerne ao colesterol, “são em média iguais ou inferiores aos das carnes de outros animas de talho”, referem as conclusões.
O mesmo documento enaltece as qualidades da carne de porto para “regimes dietéticos de convalescença e de reparação de perdas extensas”, devido à sua riqueza em “vitaminas e em fósforo”.
Fonte: Agroportal
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