Os trabalhadores do Matadouro de Leiria, onde nos últimos dias foram detectados 15 casos de brucelose, continuam a mostrar “resistência” à utilização do equipamento individual de protecção.
Esta constatação foi hoje feita pela Autoridade de Saúde de Leiria (ASL), durante uma vistoria efectuada àquela unidade de abate de animais.
O responsável pela ASL, Jorge Costa, recusou, em declarações à Agência Lusa, falar sobre o caso, considerando que o mesmo “está terminado da parte das autoridades de saúde”, com o rastreio feito aos trabalhadores, acompanhamento médico aos infectados e acções de sensibilização a realizar na empresa.
Já o seu adjunto, Rui Passadouro, em declarações à Rádio Renascença, disse que na vistoria de hoje foi constatado “que os trabalhadores vêem com pouca vontade usar material de protecção”, o qual “existe em quantidade suficiente” na empresa.
Considerando que uma situação como a registada no Matadouro de Leiria, “nos dias de hoje, não se pode permitir”, defendeu ainda que a administração da empresa “tem que ser mais incisiva” juntos dos trabalhadores para que usem o material de protecção individual, nomeadamente luvas, máscaras e batas.
Também hoje esteve no Matadouro a Inspecção-Geral do Trabalho, cujo delegada em Leiria esteve, durante a tarde, ausente em serviço, pelo que não foi possível contactar.
Treze trabalhadores do Matadouro de Leiria e dois técnicos superiores dependentes da Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral (DRABL) foram infectados pelo surto de brucelose naquela unidade de abate conhecido esta semana.
A infecção terá sido provocada por abates sanitários de animais doentes – ovinos, caprinos e, eventualmente, também bovinos -, até Novembro do ano passado e depois de Fevereiro deste ano.
O delegado de saúde de Leiria considerara quarta-feira que na origem da infecção terá estado “um desrespeito ou aligeiramento das medidas de segurança” dos trabalhadores e dos técnicos superiores que supervisionam os abates sanitários.
Fonte: Agroportal
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal