Leguminosas são nutritivas e ajudam o solo

A pesquisa internacionalmente realizada sobre plantas leguminosas reconhece o seu valor nutritivo e até preventivo de doenças e a sua contribuição na fixação de azoto no solo, no entanto, o seu cultivo nem sempre reflecte os melhores rendimentos.

Na União Europeia (UE), e em outras regiões, desenvolve-se uma pesquisa para que a fonte de proteínas existente nas muitas variedades de grão assuma um lugar menos desconhecido face aos cereais.

Entre as variantes de leguminosas mais conhecidas estão o feijão, grão de bico, lentilha, fava, ervilha, tremoço e o chicharro, um conjunto de plantas que constituem uma das fontes proteicas mais importantes, quer na alimentação humana quer através dos compostos utilizados para a alimentação dos animais, com a semelhança entre si de fixarem o nitrogénio naturalmente, evitando o recurso a fertilizantes.

A 6.º Conferência Europeia sobre Leguminosas, a decorrer em Lisboa até sexta-feira, dia 16 de Novembro, procura fazer um levantamento no território e através de pesquisas efectuadas em laboratório, quanto à fragilidade destas culturas.

A UE tem em curso um projecto integrado sobre a família genética destas plantas, abordando também a implicação do seu consumo, produção e transacção, cujo objectivo desta parceria, que envolve 26 países, dos quais 14 são da UE, é encontrar novas soluções agronómicas e novas variedades de leguminosas.

Segundo o presidente da Associação Europeia de Proteaginosas, Álvaro Ramos Monreal, em declarações ao Jornal de Notícias, a Europa «está numa situação perigosa» pela dependência das importações.

O fraco rendimento do cultivo aliado a doenças das culturas tem provocado esta dependência e consequentemente direccionado a investigação para os cereais.

Em Portugal o clima «impõe muitas limitações» para a cultura de leguminosas, afirma um especialista em melhoramento de plantas a trabalhar no Instituto Nacional de Recursos Biológicos, através do Instituto Nacional de Investigação Agrária, Tavares Sousa.

No entanto, salienta que pode-se obter variedades de leguminosas que sofram menos com a sede, as temperaturas altas ou a geada, mas, existe também uma falha na organização do mercado para o escoamento da produção destas plantas.

Fonte: Jornal de Notícias

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