Em França, 17 crianças e um adulto sofreram uma “intoxicação alimentar grave” depois de comerem um hamburguer congelado contaminado por uma bactéria. A carne, da marca Chantegrill, foi comercializada pelos supermercados E.Leclerc e também chegou a Portugal, onde foram vendidas 360 unidades. Os responsáveis nacionais já contactaram 200 compradores e os que consumiram o produto não apresentaram sintomas.
“Fomos alertados para o problema no domingo e retirámos todas as embalagens de carne picada dos lotes suspeitos (hamburguers e almôndegas) material que foi para análise. Confirmámos que tinham sido comercializadas 360 unidades e estamos a contactar os clientes, através do cartão de fidelização que permite detectar 60% das pessoas”, disse ao DN Pedro Páscoa, responsável pela expansão do grupo E. Leclerc em Portugal.
Foram colocados avisos nas 12 lojas, e disponibilizado um número para esclarecimentos (808202538) e de contactarem as direcções-gerais da Fiscalização e Controle da Qualidade Alimentar e da Saúde.
“As pessoas que disseram ter comido a carne dos três lotes suspeitos, algumas das quais há 15 dias, não tiveram sintomas”, sublinhou Pedro Páscoa. As medidas de prevenção do grupo satisfazem a Agência Portuguesa para a Qualidade Alimentar.
As 18 pessoas que foram hospitalizadas em França, no Sudoeste, são sobretudo crianças, entre as quais um bebé de 15 meses, que está a ser reanimado. Onze sofrem de uma síndrome que ataca os menores dos 2 aos 9 anos e que atinge o sistema sanguíneo e os rins, obrigando a fazer diálise ou transfusão de sangue. Os sintomas surgiram entre os dias 9 e 24 de Outubro. “A epidemia não está completamente terminada, apesar de a situação estar mais calma”, disse à agencia francesa AFP François Bouissou, médico do hospital de Toulouse, onde estão internadas sete crianças no serviços de diálise e de nefrologia. “Estão bem, tendo em conta a gravidade da doença”, acrescentou.
O grupo E. Leclerc, o terceiro em França, lançou o alerta sobre os três lotes suspeitos, da marca Chantegrill, no total de 300 mil hamburguers. A bactéria em causa aloja-se no aparelho digestivo dos bovinos. Não se sabe como se deu a contaminação, suspeita-se que possa ter havido erro de manipulação, no matadouro, por exemplo.
Fonte: DN
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