A Agros vai reforçar a característica de naturalidade com a aposta em produtos lácteos do modo de produção biológico. A campanha de publicidade do Leite Biológico Agros já arrancou, seguindo-se dentro de dias a promoção da linha de iogurtes.
Cristina Vasconcelos, responsável de marketing da Lactogal, justifica o investimento numa gama com um modo de produção biológico com o posicionamento de naturalidade e inovação seguido pela Agros. Uma aposta à qual não foi alheia as tendências de consumo viradas para a para a preocupação com a alimentação e com a saúde, que estão a aumentar a procura deste tipo de produto.
Segundo Cristina Vasconcelos, “a categoria de produtos lácteos biológicos deverá crescer 10,8 por cento nos próximos três anos, constituindo-se como a maior categoria no conjunto dos produtos biológicos”. A nova gama, composta por leite meio-gordo e iogurtes batidos e líquidos, não tem marca própria e é identificada com a denominação “Biológico”.
“A entrada neste segmento só não aconteceu antes porque é necessário todo um processo de reconversão dos produtores e das pastagens para o modo de produção da agricultura biológica, que é exigente, moroso e complexo”; explica.
A campanha de publicidade que começa com a promoção do Leite Agros Biológico Meio-Gordo, foi criada pela agência de publicidade McCann Erickson e abrange televisão, imprensa e ‘outdoors’, além de comunicação no ponto de venda. Aliás, o leite começou por ser introduzido nos lineares das grandes superfícies no final do ano passado, em paralelo com acções de degustação com o apoio de promotoras.
O lançamento da gama de produtos com modo de produção biológico sucede ao reposicionamento da Agros, no final do ano passado, que implicou uma mudança de imagem e de embalagem. A valorização da imagem da flor e a adopção da assinatura “Agros, Made in Natureza” foram as formas encontradas para enfatizar a associação ao mundo rural, um património que a marca construiu ao longo de cinquenta anos de história. Na campanha de televisão, a Agros reforçou este posicionamento com a aposta na figura de um engenheiro agrónomo, que salienta as alegadas qualidades da marca.
Com este reposicionamento, a Agros espera dinamizar as vendas que nos últimos anos se têm mantido estagnadas, com perdas em segmentos como manteiga e natas. O queijo flamengo, pelo contrário, está a crescer e “passou para a segunda posição em pouco mais de dois anos”, avança Cristina Vasconcelos. Em 2006, a marca Agros teve um volume de vendas de cerca de 73 milhões de euros.
Fonte: Anil
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