O Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV) desconhece que haja qualquer doença grave a afectar lebres e coelhos, cuja existência foi terça-feira denunciada pela Federação Nacional de Caçadores e Proprietários (FNCP).
Em declarações à agência Lusa, a directora do LNIV, Maria Inácia Correia de Sá, garantiu que desconhece que hajam coelhos e lebres afectados e que só teve conhecimento da alegada doença através das notícias da Lusa.
«No Laboratório não entrou qualquer material para análise», disse ainda a responsável, sugerindo que seja a FNCP a dizer que médicos veterinários e que laboratórios fizeram esses exames.
O sub-director da Direcção-Geral de Veterinária, Fernando Bernardo, tinha dito à agência Lusa que a doença grave que alegadamente está a afectar coelhos e lebres teria de ser confirmada pelo LNIV, autoridade na matéria.
Fernando Bernardo disse não ter conhecimento da existência da doença.
No entanto, o secretário-geral da FNCP, Eduardo Biscaia, explicou hoje à Lusa que a Federação teve conhecimento, através de relatórios de médicos veterinários, que uma doença, a tularémia, está a afectar coelhos e lebres em Portugal e poderá vir a infectar humanos que manuseiem animais portadores de bactéria ou comam a sua carne.
Eduardo Biscaia adiantou que foram encontrados, um pouco por todo o país, vários animais mortos e que aparentemente não apresentavam quaisquer sintomas da doença, embora depois de analisados se tenha constatado que os animais apresentavam «bolas gelatinosas» semelhantes a bagos de uva no fígado, baço e pulmões.
Os animais foram analisados por veterinários que concluíram tratar-se da bactéria tularémia.
A bactéria Franciscella tularensis é a causadora da tularémia, que quando transmitida aos humanos tem como sintomas febres, calafrios, cefaleias e dores nas costas.
Fonte: Diário Digital
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