«Juntos Contra a Obesidade» une autarquias e Governo

O Ministério da Saúde assinou esta terça-feira um protocolo de cooperação com cinco municípios e a Universidade Atlântica, com o objectivo de apoiar um projecto de abordagem da obesidade infantil, dando continuidade à política de prevenção da doença.

«Juntos Contra a Obesidade», promovido pela Direcção Geral da Saúde (DGS), através da Plataforma Contra a Obesidade, terá, inicialmente, uma vertente de conhecimento da prevalência do problema e das suas causas, com base num estudo, que se realizará no Fundão, Oeiras, Montijo, Seixal e Viana do Castelo.

«As autarquias têm um papel essencial na iniciativa», defendeu o coordenador da Plataforma, o nutricionista João Breda, acrescentando que só através dos governos locais é que será possível «conhecer as condições de vida das populações, criando condições para promover o exercício físico acidental, nomeadamente o andar a pé ou de bicicleta nas cidades».

O estudo, que terá como universo os estabelecimentos de Ensino Pré-primário e do primeiro ciclo do Ensino Básico das cidades-parceiras, passará pela avaliação do estado nutricional da amostra, a intervenção na promoção da saúde infantil e a monitorização e avaliação do seu impacto.

Numa segunda fase, o programa «Juntos Pela Obesidade» terá uma intervenção integrada, que inclui como pressuposto uma melhoria da situação encontrada através da pesquisa, nomeadamente o planeamento de novos menus escolares, ao nível dos bares e das cantinas, bem como a realização de um roadshow nas escolas de todos os distritos, para promover a actividade física e levar novos hábitos alimentares às crianças e jovens.

Presente na cerimónia de assinatura do protocolo esteve a ministra da Saúde, Ana Jorge, cuja intervenção destacou os governos e as sociedades, que «têm obrigação de contribuir para o combate» à obesidade infantil, considerada pela ministra «um pandemia ao nível de toda a União Europeia», mas particularmente em Portugal, onde os números têm registado um constante aumento de casos «preocupantes».

Na origem da doença parecem estar «padrões negativos de comportamento alimentar», com o consumo crescente de açúcares, em detrimento dos legumes e frutas, «associados a níveis reduzidos de actividade física», explicou a responsável pela tutela, lembrando que o sobrepeso e a obesidade «associam-se habitualmente a doenças crónico-degenerativas», o que afecta, directamente, a produtividade laboral e a esperança de vida.

Fonte: Diário Digital

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