O Ministério da Agricultura do Japão anunciou, ontem, a detecção do 22.º caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), mais conhecida por doença das “vacas loucas”, num bovino de 64 meses de idade.
As autoridades garantiram que a carcaça do animal será destruída e que a sua carne não entrará na cadeia alimentar.
A notícia surgiu apenas quatro dias depois do Japão ter voltado a impor uma proibição da importação de carne de bovino dos Estados Unidos, precisamente devido a falta de garantias deste país em relação à qualidade do produto exportado. A proibição foi imposta pela primeira vez há dois anos e havia sido levantada há um mês.
Actualmente, a lei japonesa exige apenas que seja analisada a carne de bovinos com 21 meses e mais de idade, uma vez que estes exemplares são os mais susceptíveis de ter contraído a EEB. No entanto, os governos locais japoneses continuam a testar toda a carne de bovino, independentemente da idade dos animais.
O Japão voltou a impor a proibição de importação de carne norte-americana, depois de ter encontrado, na sexta-feira, material especificado de risco em produtos bovinos comprados aos Estados Unidos. O mercado japonês era o principal destino dos produtos norte-americanos gerando 1,4 mil milhões de dólares anualmente, avança a Reuters.
A primeira proibição, imposta há dois anos, foi estabelecida na sequência da detecção, nos Estados Unidos, de um caso de EEB, em Dezembro de 2003. No mesmo mês de 2005, as autoridades japonesas optaram por levantar a proibição, depois dos Estados Unidos terem garantido que os materiais especificados de risco seriam completamente removidos das mercadorias com destino ao Japão.
Fonte: Reuters e Confragi
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