A Associação Empresarial de Portugal quer os empresários portugueses a produzir mais e melhor para que o consumidor nacional prefira os produtos made in Portugal pela sua qualidade e valor acrescentado face à concorrência. Para Ludgero Marques, o programa “Compro o que é nosso” é um apelo ao patriotismo, mas sem contornos proteccionistas: “Queremos que o consumidor português seja capaz de avaliar que o que é português é bom e tem vantagens sobre os outros”, afiança.
Segundo o responsável da AEP, uma das vantagens do programa reside na possibilidade de “dar à comunidade empresarial portuguesa a confiança, o prestígio e a vontade de produzir bem para que os portugueses consumam o que é nosso”. Ao mesmo tempo, a intenção é transmitir mais confiança aos compradores e levá-los a olhar de forma diferente para os produtos nacionais. Ludgero Marques assegura que, dessa combinação entre o “que se chama oferta e procura, será possível equilibrar a balança comercial”.
Recordando que existem em Portugal “empresas que exportam para todo o mundo, em todos os sectores, e que são reconhecidas internacionalmente”, Ludgero Marques diz esperar que o mesmo suceda agora em Portugal. Graças a um programa que, destaca, abrange, pela primeira vez, produtores e consumidores.
Para o consultor do “Compro o que é nosso”, Samuel Silva, outro objectivo “é criar uma fileira em que todas as empresas que assim o queiram possam aderir”. Mas recusa que o projecto sirva “apenas para promover as empresas que já todos conhecem, aqui e lá fora”, refere a notícia do DN.
Por seu turno, o presidente da AEP rejeita que este programa seja uma resposta do sector privado ao projecto Marca Portugal. “Essa nunca foi uma marca líder em Portugal”, afirmou Ludgero Marques, realçando que o “Compro o que é nosso” era um sonho antigo da AEP.
O projecto está orçado em 2,1 milhões de euros e, de acordo com Paulo Nunes de Almeida, administrador da associação responsável pelo programa, assume-se como “um risco para a AEP”. “Ainda não temos a calçadeira dos apoios públicos, embora esteja já garantido 75% do financiamento”, referiu. Paulo Nunes de Almeida adiantou ainda que parte das verbas provém do mecenato das próprias empresas.
A campanha de publicidade arranca em Janeiro de 2007 e vai ter especial enfoque na comunicação social, tendo sido assinado um protocolo com o grupo Controlinveste, seguindo-se outro, sexta-feira, com a RTP. A AEP vai ainda fazer divulgação junto das empresas e publicitar em centros comerciais e cadeias de hiper e supermercados.
Fonte: Anil
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