Inflação em 2007 atingiu os dois e meio por cento

Em 2007, os preços junto dos consumidores subiram 2,5%, em média, mas nos últimos meses o pacote-base da alimentação subiu muito mais. Vejamos: em Dezembro último, em comparação com o mesmo mês de 2006, o pão estava 6,4% mais caro. O leite, queijos e ovos custavam mais 10,4%, desgastando o poder de compra das famílias portuguesas.

É verdade que a inflação média anual se situou em 2,5% – o indicador que serve de referência para os salários – mas em 2007 a política de preços não correu da melhor maneira. O Executivo previa uma carestia de 2,1%, corrigindo em Outubro para os 2,3%, mas desde o primeiro trimestre de 2007 que os preços apresentavam tendência para subirem, mesmo retirando o efeito dos custos com o petróleo e com os bens alimentares não transformados na indústria (a chamada inflação subjacente).

O INE explica que foram os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas que mais contribuíram para o aumento geral dos preços. Uma parte da inflação dos preços é gerada no mercado interno, mas outra parte é o reflexo da escalada dos custos das matérias primas nos mercados internacionais, como os cereais ou mesmo o barril de petróleo.

Isto sucede porque a procura está a pressionar os produtores. As economias emergentes, como a China, Índia e Brasil estão a crescer a ritmos alucinantes o que obriga os preços mundiais a aumentar. Outros factores, como por exemplo, a falta de capacidade tecnológica dos produtores para responder à procura ou a produção de biodiesel estão a pressionar em alta a cotação no mercado cerealífero mundial.

Os peritos e as instituições afirmam que o a inflação mundial – das matérias-primas – está para durar. Em Dezembro último, o Banco Central Europeu, BCE, deixou claro que o preço das matérias primas estavam com tendência de aceleração. E, em toda a União Europeia – com quem Portugal mantém cerca de 80% do seu comércio externo, os preços estão em ascensão, sendo esta tendência apontada como uma das principais ameaças aos desempenhos das economias.

Para este ano, o Governo espera que os preços registem um crescimento de 2,1% (inflação média), mas esta projecção deverá pecar por defeito. Recentemente, o Banco de Portugal estimou um crescimento geral dos preços (IHPC) de 2,4%. Acresce que o banco central já deixou claro que o país está sob forte risco externo, em matéria de preços. É que os preços do petróleo – espera-se uma média anual de 89 dólares por barril – estão em alta, contagiando toda a cadeia de produção das fábricas nacionais.

Fonte: Anil

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