Inflação alimentar estabiliza

O índice de preços alimentares das Nações Unidas desceu em Abril, o que é o primeiro sinal positivo desde o início da crise, indicando uma provável estabilidade da inflação.

As previsões de uma colheita basta de cereais para esta campanha é uma possibilidade para a inflação alimentar estabilizar, no entanto, não está prevista uma descida acentuada dos máximos registados actualmente.

O índice de preços alimentares da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), incluindo uma média do custo de 55 matérias-primas agrícolas, registou em Abril a primeira diminuição mensal em 15 meses devido à descida dos preços do trigo, lacticínios, açúcar e soja.

Segundo o subdirector-geral da FAO, a inflação alimentar, excluindo o arroz e o milho, parece ter atingido «o ponto máximo», mas não fez qualquer referência a uma descida dos preços, cita o DiarioEconomico.com.

O indicador de preços cresceu 52 por cento no ano passado, mas em Abril, e segundo as primeiras estimativas, desceu para 216,7 pontos, ficando abaixo da revisão feita em Março que apontava para 217 pontos.

Os especialistas na área da agricultura alertam para o facto de os preços poderem voltar a subir devido ao impacto do mau tempo, exemplificando com a hipótese de que as consequências provocadas pelo ciclone no Myanmar possam fazer disparar o preço do arroz, para além da crescente procura de produtos agrícolas por parte da indústria de biocombustíveis.

Os mesmos sublinham ainda que os preços retalhistas podem continuar a aumentar mesmo que a inflação estabilize, caso as empresas optem por passar essa carga aos consumidores, e que o aumento das cotações do sector energético e dos custos laborais também podem pressionar estes valores.

O «impacto negativo» para África da crise internacional provocada pelo aumento dos preços de cereais e combustíveis dominou ontem, em Maputo, a abertura da 43ª Reunião Anual do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

O presidente do Grupo BAD, Donald Kaberuka, afirmou que «África deve agir agora, para evitar que a escassez de alimentos no mundo e a alta registada no mercado do petróleo internacional travem a tendência de crescimento económico que alguns países do continente têm vindo a sentir nos últimos anos».

Fonte: Diario Economico

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