INE: Rendimento Agrícola em Portugal Deverá Cair 12% em 2005

O rendimento agrícola em Portugal deverá decrescer 12 por cento em 2005, face ao ano anterior, de acordo com a segunda estimativa das contas económicas da agricultura, hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Esta diminuição do rendimento explica-se pelo decréscimo, em valor, da produção do ramo agrícola (-7,8 por cento), associada a uma menor redução nominal do consumo intermédio (-0,6 por cento), com a consequente queda do valor acrescentado bruto em 16,2 por cento a preços correntes.

Na estrutura da produção agrícola, os vegetais e produtos hortícolas continuam a ser a componente com maior peso na agricultura portuguesa, enquanto que o vinho e os frutos ocupam a segunda e terceira posição, respectivamente.

A produção vegetal registou em 2005 uma quebra de 15,6 por cento, destacando-se os cereais, frutos e vinho, com reduções nominais de 55,1 por cento, 16 por cento e 21,9 por cento, respectivamente.

Em volume, a produção vegetal decresceu cerca de 14,2 por cento, estimando-se também uma quebra dos preços de base dos produtos vegetais em 1,7 por cento.

A produção animal registou um aumento de 3,6 por cento em valor, com as componentes bovinos e suínos a subirem 15,9 e 3,9 por cento, respectivamente, e a produção de aves de capoeira a cair 2,7 por cento.

O volume da produção animal cresceu 1,3 por cento, enquanto os preços de base cresceram 2,3 por cento.

Para 2005 prevê-se que o consumo intermédio desça 0,6 por cento em valor, mas, no entanto, a quebra no valor foi condicionada pela diminuição do volume (-4,3 por cento), uma vez que os preços subiram 3,9 por cento.

As principais razões que explicam este comportamento são o quadro climatérico, o aumento dos combustíveis e as perturbações sentidas na alimentação animal.

O total de subsídios atribuídos à actividade agrícola cresceu cerca de 8,4 por cento de 2004 para 2005.

Esta evolução omite uma mudança estrutural nos apoios concedidos à agricultura, uma vez que, a partir de 2005, o regime de pagamento único entrou em vigor.

De acordo com os conceitos de contabilidade nacional, irá verificar-se uma transição progressiva dos montantes registados em subsídios aos produtos para outros subsídios à produção.

Fonte: Lusa

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