A produção de vinho deste ano deverá cair um quinto (20 por cento) face a 2004, ficando nos 5.765 mil hectolitros, a quantidade mais baixa desde 1999, anunciou hoje o INE.
Segundo as previsões agrícolas de 30 Setembro do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgadas, a produção de vinho vai descer 17 por cento face à média do último quinquénio.
A produção de uva de mesa para 2005 deverá registar uma redução de 10 por cento face ao ano anterior, situando-se nas 50 mil toneladas.
Para os cereais de Primavera/Verão, o INE aponta para decréscimos nas produções de arroz, com menos 20 por cento, e do milho em regime de sequeiro, com menos 30 por cento, na comparação com a campanha anterior, mas face à média do quinquénio a evolução também é negativa.
A produtividade do milho em regime de regadio deverá reduzir- se em 15 por cento face ao ano anterior e à média dos últimos cinco anos, referindo o INE que parte da produção “ficou comprometida” pois o estado vegetativo apresenta-se irregular.
A colheita da batata de regadio está concluída e regista uma quantidade inferior em cerca de 90 mil toneladas face à campanha transacta, ou seja, menos 15 por cento.
Em 2005, a produção de tomate para indústria deverá atingir 1.175 mil toneladas, o que representa menos dois por cento face à campanha anterior, mas uma subida de 23 por cento na comparação com a média dos últimos cinco anos.
Para o girassol, é esperada uma produção de duas mil toneladas, o que revela um acentuado decréscimo, de 85 por cento, comparativamente ao ano passado.
Nos frutos secos, a avelã e a castanha vão registar decréscimos de 15 por cento e 20 por cento, respectivamente, enquanto na amêndoa a quebra é de cinco por cento no ano e de 41 por cento face à média do quinquénio.
A produção da maçã desce 10 por cento, para 246 mil toneladas e a da pêra quebra um terço face à campanha passada, enquanto para o pêssego a situação é de estabilidade, ficando próximo da quantidade do ano anterior, nas 52 mil toneladas.
Uma informação do Instituto de Meteorologia referida pelo INE, explica que, devido à escassa precipitação, em Setembro, a quantidade de água no solo apresentava valores bastante abaixo dos normais para a época.
Fonte: Lusa
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