A produção de cereais de Outono/Inverno caiu 60 por cento, afirma hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) nas previsões agrícolas, confirmando que, devido à seca, esta é a pior campanha cerealífera das últimas décadas.
A campanha de colheita dos cereais de Outono/Inverno foi a pior das últimas décadas, tendo registado quebras na produção global de cereais superiores a 60 por cento quer face à campanha anterior, quer face à média dos últimos cinco anos.
Com excepção do trigo mole, todos os cereais registaram quebras de produção face a 2004 e muitas searas foram fenadas ou pastoreadas devido à baixa produção ou má qualidade do grão.
As previsões, em Julho, apontam para um decréscimo de 20 por cento na produção do milho em regime de regadio e uma quebra de 15 por cento para o de regime de sequeiro, quando comparados com 2004.
A batata cultivada em regime de sequeiro deverá registar uma quebra de 35 por cento.
A produção de batata em regime de regadio deverá baixar 5 por cento, prevendo-se que progressiva diminuição da disponibilidade de água venha a agravar mais a actual previsão.
Quanto ao tomate destinado à indústria, a produção deverá manter-se em relação ao ano passado, mas o girassol deverá registar uma quebra de 40 por cento.
Em alguns pomares, a falta de água está a provocar a queda prematura dos frutos, antevendo-se produções de menor calibre.
Espera-se uma quebra de 25 por cento na pêra e a manutenção das produções da maçã e do pêssego.
Contrariamente e após uma má colheita em 2004, a produtividade da amêndoa deverá crescer este ano 5 por cento e a produção da cereja aumentou também 5 por cento quer face a 2004, quer à media dos últimos cinco anos.
Em relação à vinha, as primeiras previsões apontam para uma quebra de 4 por cento na uva para o vinho e para a manutenção da produção da uva de mesa.
O INE considera que neste caso as perspectiva não são desanimadoras pois as condições de seca extrema podem contribuir para o aumento do grau alcoólico do vinho.
O mês de Julho continuou a caracterizar-se pela continuação do tempo quente e seco, limitando a disponibilidade de água no solo que apresenta níveis bastante inferiores aos normais.
Em Julho, a percentagem de água armazenada nas albufeiras a norte do Tejo era de 56 por cento, face aos 74 por cento registados em igual mês do ano passado.
Fonte: Lusa
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