O preço dos produtos vegetais no produtor caiu 1,8 por cento em Maio face ao mês anterior, contribuindo para uma descida ligeira do valor dos produtos agrícolas, anunciou hoje o INE.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Junho mantinha-se a situação de seca extrema que afecta praticamente todo o Continente, provocando decréscimos nas sementeiras de Primavera/Verão e uma “carência generalizada” relativa à alimentação animal.
O INE destaca que as diferentes espécies pecuárias têm como base da alimentação as palhas e o pastoreio dos restolhos de searas não ceifadas, mas as palhas e forragens não são suficientes para constituírem os stocks habituais, prevendo-se dificuldades para o próximo ano agrícola.
No entanto, e apesar do acréscimo de 2,4 por cento no índice de preços dos animais e produtos animais, os valores a pagar pelos produtos agrícolas mantiveram-se.
Em Maio, o peso limpo do gado abatido e aprovado para consumo foi de 38,752 mil toneladas, mais 8,1 por cento que em igual mês do ano anterior, principalmente devido à subida de 7,7 por cento registada no abate de bovinos.
A produção de frango seguiu uma tendência contrária e reduziu- se em 9,5 por cento, em termos anuais.
A recolha de leite de vaca aumentou ligeiramente, 0,3 por cento, para 182 mil toneladas.
Quanto à quantidade de pescado descarregado nos portos portugueses aumentou 2,2 por cento (em quantidade) e 3,5 por cento (em valor) face a Maio do ano anterior.
O índice de preços na produção das indústrias alimentares e de bebidas desceu 0,7 por cento face a mês homólogo, enquanto a produção registou uma quebra de 3,9 por cento.
Em Maio, o volume de negócios deste sector industrial subiu 0,6 por cento.
A indústria de tabaco apresentou uma produção em alta de 2,7 por cento em evolução anual.
Fonte: Lusa
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