O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou, ontem, o “Inquérito à Estrutura das Explorações Agrícolas 2005”, no qual se conclui que o país perdeu 92 mil explorações nos últimos sete anos.
Em contrapartida, a dimensão média das explorações agrícolas aumentou em 22 por cento, cifrando-se actualmente nos 11,4 hectares, e a população agrícola familiar diminuiu em 30 por cento, o que significa que representa, agora, oito por cento da população residente.
Esta publicação do INE, que é a primeira de análise ao sector agrícola desde o recenseamento de 1999, constata que, apesar deste aumento da dimensão das explorações e da modernização, a agricultura nacional é uma das mais baixas da União Europeia.
O Diário de Notícias avança a explicação de que 56 por cento dos agricultores portugueses mantêm a actividade apenas por motivos afectivos e, além disso, são os mais velhos da Europa. Na realidade, um terço da população agrícola familiar tem mais de 65 anos e 28 por cento não dispõe de qualquer nível de instrução.
Tudo isto ajuda a compreender a razão pela qual 85 por cento dos produtores não efectuam registo contabilístico sistemático da sua actividade e apenas seis por cento das explorações contratam mão-de-obra permanente. Apesar do investimento em barragens, um quarto da superfície irrigável não é regada e a superfície regada sofreu um decréscimo de 25 por cento, entre 1999 e 2005.
Fonte: Diário de Notícias
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