Em 2008, por esta altura, o preço do petróleo e dos alimentos batia máximos históricos, que começaram a cair no Verão, e continuam mais baixos do que há um ano, o que explica a queda dos preços registada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em Abril, comparando com o mesmo períodos do ano passado, os preços desceram 0,5 por cento, sendo o segundo mês com uma inflação negativa, em que os bens e serviços ficaram mais baratos devido à queda de preços dos combustíveis e dos alimentos, caso contrário, Abril teria registado uma inflação de 0,9 por cento, tendo em conta que o preço da maioria dos outros bens subiu ligeiramente.
O sector dos transportes é o responsável por esta descida de preço, sobretudo dos combustíveis, diz o INE, sendo que desde Novembro de 2009 o preços dos transportes tem vindo a descer consecutivamente face aos meses homólogos e, em Abril caiu 4,9 por cento.
Como segunda causa para esta queda, o INE aponta a descida de preços registada nos alimentos, em concreto, da carne, peixe e lacticínios, cujo preço está a baixar desde Janeiro, enquanto o pão mantém-se estável, até com um pequeno aumento, também em Abril, quando, e média, os alimentos estavam 1,4 por cento mais baratos do que em 2008, a que se soma a queda de 0,5 por cento de Março.
O vestuário e o calçado também ajudaram para esta quebra dos preços; tal como a saúde, o lazer, a cultura e as comunicações, mas já na educação, restauração e hotelaria, os preços subiram.
Para concluir, se a responsável pela evolução dos preços foi a escalda do petróleo e dos alimentos de 2008, então quando o seu efeito acabar, as famílias vão voltar a gastar mais dinheiro para comprar as mesas coisas do que há um ano, escreve o Jornal de Notícias.
Por esta razão, os economistas acreditam que a inflação regresse dentro de poucos meses, afastando em definitivo a hipótese de deflação.
Fonte: JN e Confagri
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