INE: Chuvas devem provocar quebra de 30 por cento na produção de cerejas

As chuvas deverão provocar uma quebra na ordem dos 30 por cento na produção das cerejas, segundo as Previsões Agrícolas hoje divulgadas pelo INE, que apontam para um decréscimo da produtividade dos cereais de Outono-Inverno.

«Com o início da colheita das variedades mais temporãs de cereja, constatam-se quebras significativas de produtividade, em resultado quer das fortes chuvas ocorridas na altura da polinização, que provocaram a diminuição da percentagem de frutos vingados, quer das que surgiram aquando da formação do fruto», refere o Instituto Nacional de Estatística (INE, prevendo uma «redução na ordem dos 30 por cento no rendimento das cerejeiras».

De acordo com as Previsões Agrícolas do INE, «prevêem-se ainda decréscimos generalizados na produtividade dos cereais para grão de Outono-Inverno».

«Apesar das condições climatéricas na Primavera terem sido favoráveis ao desenvolvimento destas culturas, as carências nutricionais e a elevada presença de infestantes contribuíram para uma quebra generalizada nas produtividades dos cereais», escreve o INE.

As maiores quebras deverão ser registadas no trigo, com menos 20 por cento no mole e menos 15 por cento no duro; no triticale e cevada, menos 10 por cento e na aveia, com uma quebra de cinco por cento.

O centeio é a excreção a estas descidas, devendo manter o rendimento do ano anterior.

O INE prevê que as áreas de batata, girassol e tomate para a indústria também registem decréscimos. No caso da batata de sequeiro, o INE prevê uma quebra do rendimento unitário na ordem dos 10 por cento face a 2009.

O instituto de estatísticas estima também uma redução de cinco por cento nas superfícies de tomate para a indústria e de girassol, «para valores a rondar os 16 mil hectares no tomate e 23 mil hectares no girassol».

Apesar dos «fortes ataques de lepra» a que a cultura de pessegueiros foi sujeita nos meses de Abril e Maio, «não se esperam alterações na produtividade face ao ano anterior», afirma o INE.

Também as superfícies semeadas de arroz e de milho de regadio se espera que sejam semelhantes às verificadas na campanha anterior, respectivamente com 28 e 88 mil hectares.

Fonte: Confagri

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