Comerciantes e industriais afirmam não ter maneira de absorver o aumento do IVA como sugeriu o ministro da Economia e consideram que este apelo não faz qualquer sentido. António Saraiva, da CIP, diz que os industriais não vão conseguir absorver o IVA e que as empresas não são «galinhas dos ovos de ouro».
Por seu lado, João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio, partilha a mesma opinião, enquanto Virgilio Constantino diz que não está nas mãos da ANAREC, a associação que representa os revendores de combustíveis, concretizar a sugestão de Vieira da Silva
Vieira da Silva, o ministro da Economia, disse na segunda-feira que seria positivo que alguns grupos da área da distribuição pudessem absorver esta subida, não reflectindo o aumento do IVA nos preços dos produtos aos consumidores.
O presidente da CIP avisa que as empresas não podem continuar a ser olhadas como as «galinhas dos ovos de ouro». António Saraiva reafirma que as empresas não têm por isso margem para absorver este aumento do IVA.
A mesma ideia é destacada por João Vieira Lopes. O presidente da Confederação do Comércio diz que esse é um luxo só para alguns e que a maioria não tem hipótese de o fazer.
Também a associação que representa os revendedores de combustíveis tem a mesma ideia. Virgílio Constantino avisa que não há qualquer possibilidade e remete esta hipótese para as gasolineiras.
A APETRO já contactada pela TSF faz saber que não há uma posição comum sobre esta matéria. A decisão vai ser tomada por cada gasolineira.
A Galp diz que é inevitável que o aumento do IVA seja reflectido no preços dos combustíveis, argumentando que as companhias petrolíferas não tem margem de manobra por causa da concorrência em particular dos hipermercados.
Fonte: Anil
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