A indústria de lacticínios francesa mostra-se inquieta com os aumentos de preços nos mercados mundiais, devido à forte procura, especialmente nos países emergentes, um aumento que deverá ser repassado para os consumidores. “Entramos num novo ciclo de alta, como o de 2007-2008, e á ainda impossível prever quando é que esse movimento vai dar sinais de fraqueza”, disse Olivier Picot, presidente da Associação da Transformação Leiteiras Francesa (ATLA).
“A procua à escala global sobre sem cessar após a crise de 2008”, disse ele. Ele dá o exemplo das importações chinesas de leite em pó, que, em 2010, quase duplicaram (mais 88%). A procura da Rússia, também avançou na manteiga (24%) e no queijo (26%). Os acidentes climatéricos (onda de calor na Rússia, a seca na Nova Zelândia …) também estão por trás do aumento dos preços dos produtos lácteos.
Na França, o preço pago ao produtor subiu em média 9,5% em 2010 quando comparado com o de 2009 e para o mês de Janeiro de 2011, o aumento é de 8%, em média, sobre os valores de há um ano atrás. “Para os produtores, essa é uma notícia boa, mas com a condição de que a distribuição concorde com os aumentos que daqui resultarão”, disse Olivier Picot. Para ele, “seria de estranhar que esses aumentos não se traduzam nos preços dos produtos, quando o leite representa uma parte muito importante do produto” (no próprio leite líquido, mas também na manteiga, no queijo ou no iogurte).
As negociações estão em curso entre a indústria de alimentos e os distribuidores para os preços que serão aplicados em 2011. Estas negociações, que duram até ao final de fevereiro, são “difíceis”, admitiu Jerónimo Bedier, presidente da Federação das Empresas de Comércio e Distribuição (FCD).
Mas disse também aquele responsável do sector da distribuição que “não se deve jogar a especulação em alta”. “O preço do leite é contratualmente acordado entre os produtores e os industriais franceses e nós não somos directamente afectados pelos preços mundiais da manteiga e do leite em pó.” Em média, os fabricantes do sector agroalimentar pedem aumentos de entre 4 e 8% relativamente aos seus preços.
Fonte: Anil
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