Indonésia admite enfrentar epidemia de gripe das aves

A ministra da Saúde da indonésia, Siti Supari, admitiu ontem que o País está a enfrentar uma epidemia de gripe das aves, depois da morte de uma criança de cinco anos suspeita de ter sido infectada pelo vírus H5N1. A responsável adiantou que o surgimento de novas contaminações é provável, já que as fontes de infecção da doença não estão identificadas. O cenário mais pessimista da OMS aponta para cem milhões de mortos em todo o mundo em sequência de uma epidemia de gripe das aves.

A Embaixada de Portugal na Indonésia aconselhou os portugueses que vivam ou queiram viajar para o País a vacinar-se contra a gripe “normal” e a procurar informação actualizada sobre a gripe das aves. A representação portuguesa sugere que os viajantes evitem locais onde existam aves.

“Podemos classificar esta situação como uma epidemia”, disse a ministra indonésia aos jornalistas. Na segunda-feira, Siti Supari tinha apelado à população para que “não entrasse em pânico” face a um “cenário extraordinário” de epidemia. Um responsável hospitalar confirmou aos media indonésios a morte de uma menina que tinha sido internada no dia anterior com complicações respiratórias – sintomas semelhantes aos que já tinham sido observados em casos de infecção com a doença. Outras seis pessoas que se suspeita terem contraído a doença foram hospitalizadas terça-feira, anunciou a ministro da Saúde indonésia. Supari assegurou que o arquipélago vai receber ainda esta semana reservas de Tamiflu, um medicamento anti-viral utilizado em caso de gripe e que a OMS aconselha que seja mantido em stock como prevenção.

O vírus H5N1, que causou a morte de milhões de aves e mais de 60 pessoas na Ásia desde 2003, é considerado um dos “melhores candidatos” para se transformar num vírus pandémico se se adaptar ao Homem. De acordo com o director regional da OMS, Shigeru Omi, “as avaliações mais prudentes apontam para sete a dez milhões de mortes a nível mundial, mas o máximo poderá ser de cinquenta ou mesmo cem milhões de vítimas mortais”.

Fonte: DN

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