Inaugurado em Lousada o Laboratório InterProfissional do Sector do Leite

O Laboratório Interprofissional do Leite e Lacticínios que se encontra a funcionar há já um mês em Lousada “tem condições para ser reconhecido como de interesse público”. A garantia é do ministro da Agricultura que inaugurou aquela infraestrutura e que defende a aposta na investigação com parcerias.

O ministro da Agricultura manifestou-se ontem favorável a que o novo Laboratório Interprofissional do Sector do Leite e Lacticínios venha a ser considerado como valência de interesse público. Na inauguração da infra-estrutura que se encontra em funcionamento desde o início do mês de Outubro, Jaime Silva destacou que o laboratório “tem todas as condições para vir a ser reconhecido como tal”.

Neste âmbito, o governante lembrou que todos os Governos apostaram nos últimos anos em criar laboratórios que estão espalhados pelo País, mas que não podem aventurar-se nas parcerias privadas. O desafio, defendeu, “é que já deveríamos ter aceite isso em vez de estarmos a sobrecarregar os diversos organismos do Ministério”. “A investigação em Portugal vai ser com base em parcerias”, reforçou.

O novo Laboratório Interprofissional do Sector do Leite e Lacticínios, indica a notícia d’O Primeiro de Janeiro, está instalado na Agros de Lousada, ocupando uma área total de 15.000 metros quadrados, dos quais 1.200 são de área coberta. A valência constitui património próprio da Associação para o Laboratório Interprofissional do Sector do Leite e Lacticínios (ALIP) e conta com um quadro de pessoal de 18 pessoas, utilizando para o desenvolvimento da sua actividade equipamentos laboratoriais de última geração.

No seu discurso de apresentação do laboratório, o presidente do Conselho Directivo da ALIP registou o investimento de 4,2 milhões de euros, mas lamentou que a candidatura ao Programa Agro tenha apenas confinado as ajudas aos 3,5 milhões de euros. Neste sentido, Fernando Mendonça apelou à “boa vontade” do ministro da Agricultura para que “se encontre capacidade orçamental para dar cobertura ao saldo negativo”.

No primeiro mês de actividade o laboratório, foi possível “perceber que, sob o ponto de vista da organização e desempenho, é um parceiro de confiança”, frisou o responsável, sustentando que o novo desafio a ser lançado situa-se precisamente na capacidade de “assegurar a racionalidade económico-financeira de uma entidade que tem de garantir a gestão das variáveis estratégicas da sua sustentabilidade e competitividade”.

Fernando Mendonça aproveitou a ocasião para criticar o facto do sector do leite não ser considerado “fileira estratégica” para o próximo Quadro Comunitário de Apoio o que, alertou, coloca desafios acrescidos ao sector como “o cumprimento de normas ambientais e de bem estar animal e o recente alargamento da União Europeia a novos Estados-membros, revelando potencialidades concorrenciais”.

Qualidade
O Laboratório do Sector do Leite e Lacticínios vai nomeadamente possibilitar a realização de todas as análises relacionadas com a classificação de leite ao produtor e contraste leiteiro numa única unidade laboratorial. Ao mesmo tempo, a valência terá a seu cargo procedimentos similares em matéria de avaliação de todo o leite produzido e recolhido no País, permitindo garantir padrões de qualidade na segurança alimentar. O laboratório de Lousada contou com o apoio da Lactogal que disponibilizou meios técnicos e humanos e de uma série de outras entidades que desde o arranque do projecto deram os seus contributos.

Fonte: Anil

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