Heinz vende conserveira de Peniche e mantém Guloso

A empresa norte-americana Heinz anunciou ontem que encontrou um comprador para as unidades de produção de conservas de peixe em toda a Europa, entre elas a Idal, sediada em Peniche, mas o negócio ainda não está fechado.

A transacção só deverá estar concluída na Primavera. De acordo com a AFP, o presidente da Heinz para a Europa, Joe Jimenez, precisou que esperava efectivar a venda em Abril.

A oferta, que está em fase de negociação, partiu de uma instituição financeira, a Lehman Brothers Merchant Banking, e já foi comunicada aos trabalhadores das várias empresas, entre elas a portuguesa.

Trata-se de uma decisão estratégica de recolocação da multinacional no mercado. A Heinz pretende alienar todas as indústrias que detém na Europa a produzir conservas de peixe e dedicar-se fundamentalmente ao ketchup, condimentos e molhos, o seu negócio principal. Sendo assim, a outra unidade que detém em Portugal e que produz a marca Guloso, no Ribatejo, fica de fora desta série de alienações.

Em causa estão marcas como a John West, conhecida no Reino Unido, Petit Navire, em França, e Mareblu, em Itália. Em Portugal, a Idal é detentora da marca Marie Elizabeth.

Segundo o DN apurou, a venda da Idal de Peniche só se realizará com o compromisso de que a fábrica se mantenha tal como existe neste momento, continuando, portanto, a produzir as tradicionais conservas de peixe. E manterá o quadro de pessoal. Neste momento, a Idal tem cerca de 350 trabalhadores.

A garantia foi dada ao presidente da Câmara de Peniche, António José Correia. O autarca disse ao DN que a decisão da Heinz lhe foi comunicada segunda-feira, após o anúncio da oferta, durante uma reunião que manteve com os responsáveis locais da produção.

Também o coordenador do Sindicato das Conservas , Hipólito Santo, refere que tudo está a decorrer com normalidade na empresa. A produção decorre como habitualmente, tal como a exportação.

A oferta de compra não colheu qualquer das partes de surpresa. Desde o último trimestre de 2005 que era conhecida a intenção da Heinz.

O grupo emprega actualmente um total de cinco mil trabalhadores, regista vendas superiores a 400 milhões de euros e produz mais de 400 milhões de latas de conserva de peixe por ano.

Fonte: DN

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