H5N1: contágio de aves domésticas «muito provável», diz OIE

O contágio de aves domésticas com gripe aviaria em países europeus, além da França, é «altamente provável» com a chegada de aves migratórias procedentes de zonas infectadas durante a Primavera, advertiram hoje peritos veterinários.

Na sua perspectiva, a propagação do vírus em países europeus vizinhos dos que já declararam a presença da doença pode piorar com a chegada à Europa de aves possivelmente infectados vindas de África e do Médio Oriente na próxima Primavera.
Os peritos, reunidos durante dois dias em Paris, à porta fechada, por iniciativa da Organização Internacional de Epizootias (OIE), insistiram na necessidade de todos os países se esforçarem por controlar o vírus, porque se um só não o fizer «pode pôr seriamente em perigo os restantes».

A França tornou-se no sábado o primeiro país da União europeia a registar um foco de gripe das aves num aviário de perus, depois de ter detectado vários casos em patos e cisnes selvagens.

Na segunda-feira, a OIE confirmou a existência de vários casos de infecção pelo vírus H5N1 no Níger, que se converteu, assim, no segundo país africano afectado pela doença, depois da vizinha Nigéria, com a qual partilha 1.500 quilómetros de fronteira.

Por outro lado, esta crise está a provocar uma forte perturbação nos mercados de aves e uma quebra tanto do consumo como dos preços e das importações.

Segundo a FAO, uma agência especializada da ONU com sede em Roma, «os receios de transmissão do vírus da gripe das aves reduziu o consumo e as importações, enquanto que a queda dos preços está a travar a produção».

«A erosão constante dos ganhos que os produtores esperavam realizar com o consumo de aves por habitante fará cair o consumo mundial em 2006», segundo Nancy Morgan, uma perita da FAO.

«Este está agora estimado em 81,8 milhões de toneladas, ou seja perto de 3 milhões de toneladas menos do que as estimativas anteriores para o mesmo ano, que apontavam para 84,6 milhões de toneladas», acrescentou.

Na Europa, as quebras no consumo provocaram uma descida de preços de 70% em Itália em meados de Fevereiro, 20% em França e 10% no norte, ainda segundo a FAO.

Fonte: Diário Digital

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