O Vírus H1N1 continua a expandir-se entre os humanos a nível mundial, causando sintomas benignos na maioria dos casos, sem existirem, até ao momento, provas de que os animais desempenham algum papel na epidemiologia ou propagação do vírus.
Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), os especialistas em saúde pública e sanidade animal desenvolvem esforços na investigação encaminhada para compreender melhor o vírus e facilitar recomendações para a sua prevenção e controlo.
A OIE ampliou as competências da sua actual rede de laboratórios de referencia para a doença, de forma a ganhar perícia em todos os vírus da gripe animal e impulsionar a investigação sobre o comportamento do mesmo quando em contacto homem-animal.
Tendo em conta toda a informação científica disponível, a OIE considera que as recomendações formuladas desde o aparecimento do vírus H1N1 continuam válidas, reforçando as medidas implantadas.
Incluída nas diversas medidas está a garantia a dar por parte dos Serviços Veterinários Nacionais que existem entre os veterinários e produtores um alto nível de vigilância a seguir eficientemente nas explorações de animais, para detectar sinais clínicos de doenças respiratórias; utilizar métodos apropriados de diagnóstico de confirmação e notificar rapidamente a OIE das primeiras aparições da doença nos animais, utilizando, neste caso, a denominação de “doença emergente”
Depois da presença do vírus numa exploração será aplicado um plano de vigilância, assim como medidas de restrição dos movimentos e do transporte da exploração para o matadouro de porcos saudáveis, desde que do ponto de vista clínico este se possa realizar sem activar as medidas básicas de segurança.
A eliminação de animais não ajuda a proteger contra os riscos que representa este vírus para a saúde pública e sanidade animal, sendo que à semelhança de qualquer outra doença, não se recomenda o abate de porcos doente para o consumo humano.
Em relação à imposição de medidas de proibição relacionadas com a importação e produtos à base de porcos a partir de países onde existem casos humanos ou animais, a OIE salienta que estas não respeitam as normas internacionais publicadas pela organização, nem todas as outras pertinentes estabelecidas por organismos internacionais para saúde animal e segurança dos alimentos.
No entanto, escreve a OIE, caso os países decidam eliminar os animais como medida de precaução, esta acção tem que respeitar as normas internacionais da organização sobre o bem-estar animal e métodos de abate com fins profilácticos.
Os porcos e seus produtos transformados conforme as práticas de higiene recomendadas em conjunto pela Organização Mundial de Saúde (OMS); pela Organização das Nações Unidas para a Saúde e Alimentação (FAO); pela Comissão do Código Alimentar e a OIE, não são fonte de infecção por este vírus.
A Organização Mundial de Saúde Animal salienta a implementação eficaz das normas internacionais por todos e oferece a seu apoio a todos os membros que desejem seguir as mesmas.
Fonte: Agrodigital e Confagri
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