Grupos de distribuição vêem 2011 com “preocupação”

Os membros da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) encaram o próximo ano “com preocupação” tendo em conta os últimos indicados económicos, assume o presidente do organismo Luís Reis. “Mas isso não significa que este será um sector que não vai criar emprego”, prontifica-se a adiantar o gestor. Além disso, os associados da APED irão serem responsáveis pela “cristalização” dos postos de trabalho já existentes, passando de “empregos a prazo a empregos a termo”, acredita.

Isto ocorre num contexto de “recessão”, sublinha, muito devido ao alargamento dos horários às tardes de domingo e feriados às grandes superfícies comerciais, com mais de 2.000 m2, permitida recentemente pelo legislador.

Mercado da distribuição está “próximo da saturação”
O mercado da distribuição em Portugal está “próximo da saturação”, afirma Luís Reis. O administrador da Sonae que este Verão passou a presidir à Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição em nome da dona da Modelo Continente acredita que a situação se aplica para empresas do ramos alimentar como especializado. Ainda que saliente as aberturas que ocorrem durante o terceiro trimestre de 2010 e as previstas para 2011, Luís Reis garante que se está a assistir “ao fim da cobertura do País pela distribuição moderna”.

Aumento do IVA pesará mais ao retalho não alimentar
O aumento do IVA no próximo ano, previsto no Orçamento do Estado, irá ter, “necessariamente, consequências ao nível do consumo”, alerta Luís Reis, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED). Um movimento que o gestor antevê ser “mais de retracção do que de aumento” do consumo e onde separa efeitos entre sector alimentar e não alimentar.

Numa associação que reúne grupos a Sonae (da qual é administrador), a Jerónimo Martins ou a Auchan, mas também a Ikea, o El Corte Inglés, ou Aki, entre muitos outros, Luís Reis declara :”é natural que os nossos associados não alimentares tenham um ano mais difícil”. Recorda contudo que os grupos distribuidores demonstraram “uma enorme resiliência” nos últimos três anos, “que não foram fáceis”, sublinha.

Fonte: Anil

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