O vírus da gripe espanhola, que matou em 1918 dezenas de milhões de pessoas, foi recriado em laboratório para os cientistas perceberem melhor os segredos e os mecanismos da sua virulência e, dessa forma, contribuirem para o combate a uma potencial pandemia de gripe de origem aviária.
Os estudos, desenvolvidos num laboratório de alta segurança nos Estados Unidos e publicados nas revistas científicas Science e Nature, permitiram recolher dados importantes para o desenvolvimento da vacina e dos medicamentos antiretrovirais.
Para reanimar o vírus, os investigadores americanos deslocaram-se ao Alaska e exumaram os tecidos congelados de uma mulher enterrada em Novembro de 1918.
Os tecidos pulmonares, conservados em formol e provenientes de outras vítimas da gripe espanhola, contribuíram também para reconstruir o código genético do vírus. A sua análise sugere que vírus de 1918 (H1N1) – responsável por 20 a 50 milhões de mortes, a maioria de jovens adultos de boa saúde – era de origem aviária antes de se adaptar à espécie humana.
“Recriámos este vírus e realizámos estas experiências para compreender as propriedades biológicas que fizeram do vírus de 1918 uma estirpe excepcionalmente mortal”, explicou Terrence Tumpey, co-autor do artigo da Science.
Entretanto, o vírus da gripe das aves que está a grassar na Ásia fez mais uma vítima, desta vez na Indonésia, aumentando para sete as mortes naquele país. Trata-se se um homem de 23 anos, falecido num hospital da capital indonésia, que criava aves de capoeira e que, por isso, tinha contactos directos com animais que podiam estar infectados.
A gripe das aves já matou um total de 66 pessoas desde 2003 no Sudeste asiático.
Fonte: JN
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