O meio mais eficaz de combater um surto humano de gripe das aves é uma campanha de vacinação rápida e agressiva logo no início, mesmo que a vacina não seja totalmente eficaz, conclui um estudo norte-americano.
Como os vírus estão a mudar constantemente, uma vacina dirigida a uma estirpe específica só poderá ser desenvolvida quando os cientistas identificarem a forma que infectar os humanos. É por isso que as vacinas contra a gripe têm de ser actualizadas anualmente.
Mas mesmo que não se ajuste perfeitamente à forma do vírus que surgir, a vacina que está actualmente a ser desenvolvida dará provavelmente alguma protecção e poderá ajudar a travar a propagação da doença, segundo uma equipa de investigadores chefiada por Timothy Germann, do Laboratório Nacional de Los Álamos.
O estudo – que usou modelos dos efeitos das vacinas na propagação da gripe – vem publicado na edição “online” desta semana da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O vírus causou a morte a mais de 100 pessoas desde 2003, na maioria dos casos através de contactos directos com aves domésticas ou silvestres.
Todavia, se o vírus desenvolver a capacidade de passar de uma pessoa a outra e não for rapidamente contido, “as viagens internacionais poderão transportar o vírus para todo o planeta dentro de semanas ou mesesÓ causando uma emergência de saúde pública à escala mundial”, afirmam os investigadores.
Anthony Fauci, o principal perito em gripe das aves do governo norte-americano, disse na semana passada estar mais preocupado com a chegada do vírus num passageiro de avião doente do que através das aves.
Devido à importância das crianças na transmissão da gripe, é provável o encerramento de escolas para reduzir a exposição ao vírus e poderá haver restrições às viagens, indica o estudo.
Porém, acrescenta, uma redução de 90 por cento nas viagens aéreas dentro dos EUA reduziria apenas por dias ou semanas a propagação da doença e não diminuiria a eventual dimensão do surto.
Os testes preliminares de uma vacina que está a ser desenvolvida apontam para cerca de 50 por cento de eficácia, embora seja necessária uma dose maior do que no caso da vacina anual contra a gripe comum.
A propagação do vírus poderia ficar controlada nos EUA com a entrega de 10 milhões de doses de vacina por semana durante 25 semanas, eventualmente complementada com medicamentos anti-virais, concluem os autores do estudo.
Fonte: Lusa
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