A vacinação de animais contra a gripe das aves justifica-se apenas em países onde a doença existe sob a forma pandémica e de modo nenhum actualmente na Europa, consideraram veterinários reunidos num congresso em Versalhes (França).
“A vacinação só é recomendada quando a doença é endémica, quando o vírus circula”, como acontece no sudeste asiático, sublinhou o director adjunto do Gabinete Internacional das Epizootias (OIE), a organização mundial da saúde animal, Jean-Luc Angot.
Nesse sentido, a Conferência Internacional de Kuala Lumpur organizada em Julho pela OIE, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) recomendou “uma campanha geral de vacinação” perante a ameaça de gripe das aves “nas zonas de alto risco”, em especial na Tailândia e Vietname.
O preço da vacinação na Ásia, onde uma dose de vacina custa 40 cêntimos de euro, foi estimado em 60 milhões de dólares, precisou Angot, lembrando que o conjunto de medidas a tomar contra a doença naquela região (vacinação, indemnização, financiamento de veterinários) custará 170 milhões de dólares.
Mas na Europa, “a vacina não está de modo nenhum na ordem do dia”, afirmou.
No continente europeu só apareceram alguns casos de infecção de aves pelo vírus H5N1, nomeadamente na Rússia, Roménia, Croácia e Turquia. Neste último país, as autoridades deverão levantar este fim-de-semana a quarentena que impuseram em redor do foco descoberto no princípio de Outubro.
Na perspectiva de Jean-Luc Angot, “quando o vírus não circula e a doença aparece, mais vale aplicar medidas de abate sanitário e de polícia sanitária em volta dos focos”.
Na Europa, “trata-se de uma pseudo-crise”, afirmou por seu lado Remi Gellé, presidente do Sindicato Nacional dos Veterinários de Exercício Liberal de França (SNVEL), acrescentando que “é antes de mais um problema de saúde animal”.
Fonte: Agroportal
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