Os especialistas da União Europeia discutem sexta-feira em Viena a situação da gripe das aves, depois da detecção de um foco do vírus H5N1 numa exploração avícola na Dinamarca, indicou hoje a Comissão Europeia em comunicado.
O Comité Permanente da Cadeia Alimentar realiza uma sessão extraordinária, na qual aprovará uma regulamentação que confirma as medidas adoptadas pelas autoridades dinamarquesas em reacção à identificação do foco, hoje noticiada.
Os especialistas do Comité encontram-se em Viena, no âmbito de uma reunião de chefes veterinários da UE.
Por outro lado, os ministros da Agricultura dos 25 debaterão na próxima segunda-feira a evolução da doença.
A Dinamarca informou hoje a Comissão Europeia da infecção com a estirpe H5N1 da gripe das aves de cerca de 100 aves (galinhas poedeiras, patos, gansos e perus) numa exploração avícola não- comercial na ilha de Fionia.
A exploração situa-se na mesma zona onde foram identificados casos de H5N1 em aves selvagens em Março.
Apesar de terem sido levantadas nessa zona as restrições aplicadas após a descoberta daqueles casos, “havia um elevado nível de vigilância que permitiu a detecção da gripe na exploração”, segundo a Comissão Europeia.
O laboratório nacional da Dinamarca confirmou a presença de gripe das aves na exploração, mas mesmo assim as amostras foram enviadas para o laboratório de referência comunitário para serem realizadas mais análises.
As medidas que as autoridades dinamarquesas aplicaram e que serão sexta-feira confirmadas pelos especialistas da UE consistem no abate de todas as aves da exploração, bem como na vigilância de explorações vizinhas, e na delimitação de zonas de protecção (num raio de três quilómetros) e de vigilância (10 quilómetros).
Com o foco de hoje, são já quatro os países da UE que identificaram a doença em explorações avícolas, embora em França, na Alemanha e na Suécia se tratasse de explorações comerciais.
Até agora, a estirpe H5N1 da gripe das aves foi detectada em aves selvagens de 13 Estados membros: Grécia, Eslovénia, Itália, Áustria, Alemanha, Hungria, Eslováquia, França, Suécia, Dinamarca, Polónia, República Checa e Reino Unido.
Fonte: Agroportal
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