As autoridades sanitárias alemãs detectaram ontem três cisnes mortos portadores da perigosa variante H5N1 da gripe das aves perto de Leipzig, no leste do país, e aguardam análises laboratoriais mais detalhadas para tomar medidas concretas.
Trata-se do segundo caso de recolha de animais contaminados com H5N1 nos últimos dias, depois de o vírus ter sido detectado em seis cisnes e patos selvagens perto de Nuremberga, no sudeste alemão.
A proveniência do vírus, que normalmente só costuma eclodir no Inverno nesta região da Europa, é ainda desconhecida.
Os peritos do laboratório de referência alemão, o Instituto Friedrich-Loeffler, na Ilha de Riems, estão agora a proceder a exames biológico-moleculares para averiguar se a sequência genética do vírus está relacionada com os casos de H5N1 recentemente detectados na vizinha República Checa e na Hungria.
Em Nuremberga, no local onde foram encontradas as carcaças dos animais contaminados, foi montado já no domingo um perímetro de segurança de quatro quilómetros, e uma zona de observação num raio de 10 quilómetros, como mandam as regras da União Europeia.
Nas próximas semanas, todas as aves de capoeira terão de ser mantidas de quarentena, cães e gatos não podem andar à solta, é proibida a entrada de estranhos em aviários e foram tomadas medidas para desinfectar veículos e pessoas que entrem e saiam da zona de segurança.
A gripe das aves é uma epidemia animal, mas a sua variante mais patogénica, o vírus H5N1, também já matou cerca de 150 pessoas na Ásia, sobretudo camponeses que estavam em contacto directo com os animais.
Os especialistas receiam que o vírus da gripe das aves sofra mutações e se torne transmissível entre seres humanos, como qualquer outra gripe, o que poderia conduzir a uma pandemia e causar dezenas de milhões de vítimas em todo o mundo.
Fonte: Agroportal
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